Francine ainda segurava o celular na mão, os olhos fixos na tela como se aquela mensagem fosse uma peça rara de arte exposta só para ela.
O sorriso tímido virou uma risadinha contida, dessas que escapam sem pedir permissão.
— O que foi? — Adele perguntou curiosa, ajeitando a bolsa no ombro.
Francine virou o celular discretamente na direção dela, exibindo a mensagem de Lohan.
— Ele me chamou pra ir ao Louvre amanhã… acredita que ainda não consegui ir desde que cheguei?
Os olhos de Adele se arregalaram, a expressão uma mistura de surpresa e incredulidade.
— Quoi?! Como assim? O Louvre é parada obrigatória! Você não pode dizer que esteve em Paris sem passar por lá.
Francine riu, um pouco encabulada.
— Pois é, estou em dívida com a cidade.
— Então está decidido! — Adele decretou com entusiasmo. — Você vai.
— Tá, mas… o que eu vou vestir? — perguntou em tom quase dramático. — Não quero aparecer no Louvre parecendo uma turista perdida.
Adele arqueou uma sobrancelha e cruzou os braços, fingindo indignação.
— Mon dieu, Francine! Você vai ao Louvre, não a uma feira de bairro. Precisa estar elegante, mas sem exagerar.
— E eu tenho cara de quem trouxe mala de elegância de casa? — rebateu, divertida, abrindo os braços. — Trouxe umas roupas decentes, mas nada que combine com “passeio no Louvre com um fotógrafo irresistível”.
Adele deu uma gargalhada leve, depois segurou a mão da amiga e puxou em direção à porta.
— Então não se fala mais nisso. Vamos resolver esse problema agora.
Francine arregalou os olhos.
— Como assim?
— Compras, chérie! — Adele anunciou, quase cantando a palavra, como se fosse a solução para todos os dilemas existenciais.
E antes que Francine pudesse protestar, já estava sendo arrastada para fora, sentindo uma mistura de nervosismo e excitação ao imaginar o que aquele domingo no Louvre poderia reservar.
As duas caminharam lado a lado pela Rue Saint-Honoré, vitrine após vitrine brilhando sob a luz dourada do fim de tarde.
Francine parava diante de cada uma, hesitante, enquanto Adele parecia ter olhos de águia para garimpar as melhores peças.
— Eu só não quero nada muito exagerado — Francine murmurou, ajeitando a alça da bolsa no ombro. — Não quero que ele pense que me arrumei só pra… bom, só pra um passeio no Louvre. Vai que ele entende errado.
Adele parou, virou-se para encará-la e ergueu as sobrancelhas, como se tivesse acabado de ouvir a maior bobagem do século.
— Pardon? Você não vai se arrumar para ele, vai se arrumar para você, ma belle.

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