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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 146

O domingo amanheceu preguiçoso, mas Dorian já estava de pé antes das oito.

O silêncio da mansão contrastava com a energia que pulsava dentro dele, e a primeira coisa que fez foi atravessar o corredor até a cozinha, não porque estivesse com fome, mas porque sabia exatamente quem encontraria lá.

Malu estava de costas, mexendo em uma chaleira, quando ouviu seus passos. Antes mesmo de ela se virar, a voz grave cortou o ambiente:

— E então, já pensou em uma mentira boa o suficiente pra justificar o que foi aquilo antes de ontem à noite?

A mão dela quase deixou a colher cair dentro da xícara. Virou-se devagar, os olhos arregalados e um sorriso nervoso tentando disfarçar.

— Senhor Dorian… eu… eu não sei do que o senhor está falando.

Ele apoiou-se no batente da porta, braços cruzados, estudando cada movimento dela. O olhar pragmático não deixava espaço para fuga.

— Malu, você apareceu na porta do meu quarto, o celular na mão, cara de pânico. Não venha me dizer que confundiu a porta do meu quarto com a da lavanderia.

Ela pigarreou, tentando parecer firme, mas a voz saiu meio trêmula:

— Foi um engano, eu juro. Eu… estava… pensando em pedir férias, só isso. Sabe... to precisando sair, relaxar, respirar ares novos...

Um silêncio se estendeu, pesado, enquanto ele se aproximava lentamente, pegando a xícara que ela tinha acabado de servir, como se fosse sua por direito.

Tomou um gole, inclinando a cabeça para ela.

— Engano, é? — arqueou uma sobrancelha. — Estranho… porque parecia um pedido de socorro.

Malu respirou fundo, apoiando-se no balcão, quase implorando em pensamento que ele não fosse além.

— Senhor Dorian… o senhor está imaginando coisas. Eu estava cansada, só isso.

Dorian soltou um daqueles sorrisos mínimos, que não entregavam nada além de provocação.

— Pois bem. Vou acreditar na sua versão. Quer dizer, vou fingir que acredito.

Ele recostou na cadeira, puxando a xícara de café de volta. Molhou os lábios na borda e, como se de repente tivesse se lembrado de algo, partiu um pedaço pequeno de bolo, mastigando devagar antes de falar novamente.

— Mudando de assunto, você tem notícias da Francine? Sabe se ela está precisando de alguma coisa?

Malu ergueu as sobrancelhas, surpresa com a pergunta. Apressou-se em esconder o sorriso que ameaçava escapar.

— Acho que ela não vai precisar de nada por um bom tempo... — disse, tentando manter a seriedade.

Dorian pousou a xícara no pires e inclinou levemente a cabeça, os olhos faiscando com uma satisfação discreta.

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