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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 157

Francine deixou o celular cair ao lado do travesseiro e soltou um suspiro pesado.

Já tinha checado os e-mails umas dez vezes só naquela hora da noite, mas a caixa de entrada seguia intacta.

O toque da chamada fez seu coração acelerar, mas ao ver o nome de Malu na tela, ela atendeu quase aliviada.

— Amiga, não aguento mais esperar — Francine desabafou, sem nem dar oi. — O diretor disse que daria retorno, mas nada até agora.

— Calma, Fran — a voz de Malu veio suave, com aquele sotaque familiar que apertava o coração dela. — Essas coisas levam tempo. Pode ser que ele nem tenha conseguido parar pra avaliar ainda.

Francine rolou na cama, encarando o teto do quarto alugado.

— Mas e se ele já viu e simplesmente não gostou?

— Se fosse isso, ele nem teria pedido seu material atualizado, pensa. Diretor de agência não perde tempo com quem não interessa.

Um silêncio curto pairou na linha, quebrado pelo som de Malu bebendo algo do outro lado.

— Eu só me sinto parada — Francine murmurou. — Como se todo mundo tivesse avançando e eu... aqui, esperando.

— Você não tá parada, Fran. Você se mexeu, correu atrás, foi até a entrevista. Agora é hora de esperar a resposta, só isso. — Malu deu uma risadinha. — Não vai ser a primeira vez que você encara a ansiedade, né?

Francine riu de leve também, mesmo que cansada.

— Você sempre sabe o que dizer.

— É pra isso que servem as melhores amigas. — Malu brincou, mas logo completou num tom mais sério: — Vai dar certo. Pode não ser hoje nem amanhã, mas você vai receber essa resposta. E eu quero estar na linha quando você me ligar gritando de alegria.

Francine fechou os olhos, deixando o conforto daquelas palavras atravessar a distância.

— Tá bom... vou tentar acreditar nisso.

— Não tenta, acredita. Agora descansa, senão vai ficar com cara de panda nas fotos.

As duas riram, e Francine sentiu o peso no peito diminuir, mesmo que só um pouco.

Quando desligou, ficou ainda alguns minutos olhando para o celular, imaginando se a notificação tão esperada não chegaria naquela mesma noite.

Na manhã seguinte, Francine mergulhou no trabalho na cafeteria.

Servia cafés, equilibrava bandejas e sorria para os clientes habituais, mas sua mente estava longe dali.

Cada vez que o celular vibrava no bolso do avental, o coração dela disparava, mas eram sempre notificações banais, nada da agência.

Tentava se convencer de que o diretor apenas estava ocupado, que essas coisas levavam tempo.

Ainda assim, a espera parecia um teste de paciência.

Quando finalmente o telefone tocou de verdade, ela parou no meio do salão, congelada.

Na tela, um número desconhecido.

Engoliu seco, respirou fundo e atendeu.

157 - Primeira de muitas 1

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157 - Primeira de muitas 3

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