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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 160

Francine permanecia imóvel diante do espelho, os olhos marejados, enquanto o cabeleireiro tentava, sem sucesso, desgrudar o chiclete que se misturara aos fios de seu cabelo.

Cada puxada parecia mais dolorosa que a anterior, não pela dor física, mas pelo nó de frustração que se formava em sua garganta.

– Mademoiselle… não há o que fazer. Vai ser preciso cortar. – disse o profissional, afastando as mãos, resignado.

Francine engoliu em seco, respirou fundo e, tremendo, pegou o celular na bolsa. Procurou o nome de Olivier e pressionou o botão de chamada.

Ele atendeu após o segundo toque, com a voz firme e atenciosa.

– Francine? Está tudo bem?

Ela hesitou um instante antes de responder:

– Não exatamente. Aconteceu… um acidente no desfile. Um chiclete grudou no meu cabelo e o cabeleireiro acha que vou ter que cortar. Eu não sei o que fazer, estou desesperada.

Do outro lado da linha, o agente não pareceu perder o controle.

– Ouça, não entre em pânico. Isso acontece mais do que você imagina. Eu vou indicar alguém de confiança, um dos melhores profissionais de Paris. Ele já salvou muitas modelos em situações piores. Anote o endereço: você vai direto pra lá agora.

Francine respirou fundo, tentando acalmar o coração acelerado.

– Tem certeza que não vai prejudicar minha imagem? – perguntou com a voz embargada.

– Pelo contrário. – garantiu Olivier. – Esses imprevistos às vezes viram sua marca registrada. Não pense no problema, pense na oportunidade de mostrar versatilidade. Você vai sair ainda mais forte disso, eu prometo.

Ela fechou os olhos por um instante, deixando que as palavras dele a sustentassem.

– Obrigada, Olivier… de verdade. Eu não estaria conseguindo lidar com isso sozinha.

– É pra isso que estou aqui. – ele respondeu de forma firme. – Agora vá. Confia em mim.

Ao desligar, Francine enxugou discretamente as lágrimas que escorriam.

Ainda sentia a raiva fervendo por dentro, lembrando do abraço falso de Chloe, mas conteve-se.

Sem provas, expor aquilo só colocaria sua própria credibilidade em risco.

Ela não daria esse presente à rival.

Guardou o celular, ajeitou a bolsa no ombro e olhou novamente para o espelho. A imagem refletida mostrava fragilidade, mas os olhos… ah, os olhos queimavam com uma determinação silenciosa.

Ela respirou fundo, endireitou os ombros e saiu da sala decidida.

Se tivesse que cortar, cortaria. Se tivesse que se reinventar, se reinventaria. Mas ninguém, absolutamente ninguém, iria pará-la.

O endereço indicado por Olivier a levou até um salão discreto, mas elegante, daqueles que exalavam profissionalismo desde a vitrine minimalista até a recepção impecável.

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