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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 188

As luzes do salão já haviam mudado de cor, abandonando a sofisticação clássica do quarteto de cordas para mergulhar no ritmo mais vibrante do DJ.

A pista de dança, iluminada por feixes de luz dourada e azul, chamava todos os olhares.

Dorian conduziu Francine até o centro, e ela, mais leve depois de toda a tensão anterior, deixou o corpo se soltar com a música.

O contraste entre a postura rígida e elegante dele e o swing natural dela era magnético.

Francine ria de leve, jogando o cabelo para trás, e comentou em tom provocativo:

— Cuidado, hein. Vai acabar tropeçando se tentar me acompanhar.

Dorian arqueou uma sobrancelha, com aquele sorriso contido que sempre desarmava qualquer resistência.

— Eu posso não ter seu gingado, mas garanto que sei o suficiente para não te deixar cair.

Ela riu mais alto, girando de propósito para testar se ele realmente a acompanhava, e se surpreendeu quando Dorian, firme, a trouxe de volta num movimento preciso.

Os olhares se prenderam por um segundo a mais do que o necessário, e Francine sentiu o coração acelerar.

Em volta, as pessoas pararam discretamente para observar.

O vestido, agora ainda mais ousado com a fenda improvisada por Vincent, realçava o balanço dos quadris dela.

Dorian, por sua vez, parecia feito sob medida para aquele momento: impecável, altivo, com uma aura que mesclava poder e controle absoluto.

— Admito que está roubando toda a atenção para si — murmurou ele, se inclinando perto o bastante para que só ela ouvisse. — Exatamente como eu planejei.

Francine soltou uma risadinha maliciosa.

— Planejou tudo isso? Inclusive me fazer passar vergonha?

— Vergonha? — ele retrucou, olhando-a como se o salão inteiro tivesse desaparecido. — Eu diria que é o oposto. Hoje ninguém vai esquecer seu nome.

Ela corou, tentando disfarçar com uma careta brincalhona.

O ritmo da música parecia pulsar junto com as batidas do coração de Francine.

A luz dourada refletia nas taças e cintilava nos olhos dela enquanto Dorian mantinha o sorriso quase imperceptível, o tipo que prometia mais do que dizia.

Ele inclinou levemente a cabeça, aproximando-se o bastante para que a voz soasse baixa, íntima:

— Você ainda se lembra da primeira vez que dançou comigo?

Francine arqueou as sobrancelhas, fingindo indignação, mas com um sorriso travesso nos lábios.

— Claro que sim! Como poderia esquecer?

Dorian riu baixo e, com um gesto preciso, girou-a pela mão.

Ela deslizou com leveza até ficar de costas para ele, alinhada ao corpo dele.

O calor do toque não declarado fez com que o coração dela acelerasse.

Ele aproximou os lábios do ouvido dela, a voz mais rouca, quase um sussurro:

— E no meu colo? Você se lembra?

O calor subiu-lhe pela nuca até o rosto.

— Senhoras e senhores, boa noite! — anunciou com um sorriso confiante. — Peço um instante da atenção de todos para um dos momentos mais aguardados do nosso calendário anual.

O burburinho de vozes foi diminuindo.

Pessoas que estavam próximas ao bar ou às mesas migraram alguns passos para mais perto da pista, atraídas pelo tom solene do anúncio.

Foi então que Pascal surgiu, caminhando até o centro do palco com a elegância tranquila de quem dominava aquele ambiente.

Usava um terno perfeitamente alinhado, a gravata num tom profundo de azul, e um leve sorriso que conseguia ao mesmo tempo transmitir charme e autoridade.

— Como todos os anos, — começou Pascal, sua voz grave ecoando com naturalidade pelos alto-falantes — chegamos ao ponto alto do nosso baile: a revelação dos rostos promissores que os olheiros mais talentosos do mundo da moda trouxeram até nós.

Francine sentiu o coração bater um pouco mais rápido.

Não sabia por quê, mas o modo como Dorian a segurava, firme, transmitia a sensação de que aquele momento tinha algo a ver com ela.

No mesmo instante em que Pascal terminou a frase, as luzes do salão diminuíram e um painel de LED, enorme e elegante, acendeu atrás do palco.

Um brilho dourado tomou conta do ambiente, revelando uma contagem regressiva gigante que começou a pulsar lentamente:

10… 9… 8….

O público prendeu a respiração, virando-se para assistir.

Francine, sem entender completamente, olhou para Dorian com os olhos arregalados.

Ele inclinou-se ligeiramente para perto dela, os dedos ainda firmes em sua cintura, e com um sorriso que misturava confiança e algo quase cúmplice, murmurou em seu ouvido, baixo e grave, como uma promessa:

— É hora do show.

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