As luzes do salão já haviam mudado de cor, abandonando a sofisticação clássica do quarteto de cordas para mergulhar no ritmo mais vibrante do DJ.
A pista de dança, iluminada por feixes de luz dourada e azul, chamava todos os olhares.
Dorian conduziu Francine até o centro, e ela, mais leve depois de toda a tensão anterior, deixou o corpo se soltar com a música.
O contraste entre a postura rígida e elegante dele e o swing natural dela era magnético.
Francine ria de leve, jogando o cabelo para trás, e comentou em tom provocativo:
— Cuidado, hein. Vai acabar tropeçando se tentar me acompanhar.
Dorian arqueou uma sobrancelha, com aquele sorriso contido que sempre desarmava qualquer resistência.
— Eu posso não ter seu gingado, mas garanto que sei o suficiente para não te deixar cair.
Ela riu mais alto, girando de propósito para testar se ele realmente a acompanhava, e se surpreendeu quando Dorian, firme, a trouxe de volta num movimento preciso.
Os olhares se prenderam por um segundo a mais do que o necessário, e Francine sentiu o coração acelerar.
Em volta, as pessoas pararam discretamente para observar.
O vestido, agora ainda mais ousado com a fenda improvisada por Vincent, realçava o balanço dos quadris dela.
Dorian, por sua vez, parecia feito sob medida para aquele momento: impecável, altivo, com uma aura que mesclava poder e controle absoluto.
— Admito que está roubando toda a atenção para si — murmurou ele, se inclinando perto o bastante para que só ela ouvisse. — Exatamente como eu planejei.
Francine soltou uma risadinha maliciosa.
— Planejou tudo isso? Inclusive me fazer passar vergonha?
— Vergonha? — ele retrucou, olhando-a como se o salão inteiro tivesse desaparecido. — Eu diria que é o oposto. Hoje ninguém vai esquecer seu nome.
Ela corou, tentando disfarçar com uma careta brincalhona.
O ritmo da música parecia pulsar junto com as batidas do coração de Francine.
A luz dourada refletia nas taças e cintilava nos olhos dela enquanto Dorian mantinha o sorriso quase imperceptível, o tipo que prometia mais do que dizia.
Ele inclinou levemente a cabeça, aproximando-se o bastante para que a voz soasse baixa, íntima:
— Você ainda se lembra da primeira vez que dançou comigo?
Francine arqueou as sobrancelhas, fingindo indignação, mas com um sorriso travesso nos lábios.
— Claro que sim! Como poderia esquecer?
Dorian riu baixo e, com um gesto preciso, girou-a pela mão.
Ela deslizou com leveza até ficar de costas para ele, alinhada ao corpo dele.
O calor do toque não declarado fez com que o coração dela acelerasse.
Ele aproximou os lábios do ouvido dela, a voz mais rouca, quase um sussurro:
— E no meu colo? Você se lembra?
O calor subiu-lhe pela nuca até o rosto.

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