A contagem chegou a zero, e o painel brilhou ainda mais, revelando a primeira imagem: uma jovem de olhar marcante, com os cabelos curtos e platinados, posando em preto e branco.
O nome dela surgiu abaixo da foto em letras douradas.
Um murmúrio de aprovação percorreu o salão, seguido por alguns aplausos.
Logo a seguir, mais rostos foram aparecendo.
Uma a uma, exibiam as modelos promissoras do ano, com breves vídeos mostrando desfiles, editoriais e fotos de bastidores.
O público reagia com interesse a cada nova revelação, e os flashes das câmeras disparavam sem parar.
Chloe, que havia se postado discretamente perto do palco, mantinha o queixo levemente erguido e um sorriso calculado nos lábios.
A cada novo rosto que surgia, ela pensava, confiante:
“É agora… o próximo é o meu.”
Quando a quarta modelo foi apresentada, Chloe cruzou os braços, tentando disfarçar a ansiedade. Um dos fotógrafos capturou o gesto, e ela rapidamente relaxou a postura, voltando a sorrir.
Na quinta apresentação, uma modelo sul-coreana de beleza etérea arrancou elogios da plateia.
Chloe riu baixinho, balançando a cabeça.
“Bonita, mas ainda não é o suficiente para competir comigo…”
O sexto rosto surgiu, depois o sétimo, e o painel continuava sem mostrar Chloe.
A confiança dela começou a vacilar; sua expressão, antes impecável, foi ficando mais tensa.
Fingindo interesse, ergueu a taça de vinho e molhou os lábios, mas seus dedos apertavam a haste com força.
Quando a oitava modelo foi anunciada, Chloe lançou um olhar rápido para Dorian que assistia com um leve sorriso, enquanto segurava a cintura de Francine.
Mas a nona imagem apareceu… e nada.
O coração de Chloe disparou. A esperança virou uma pontada de irritação.
Olhou para as amigas modelos ao lado, que cochichavam e trocavam olhares cúmplices, percebendo sua ansiedade.
Quando a décima modelo surgiu no painel, uma jovem ruiva, com uma beleza quase angelical, Chloe sentiu o estômago revirar. Sua mente gritava:
“Como assim? Dez nomes… e nenhum é o meu?”
O salão inteiro parecia vibrar de expectativa.
Chloe manteve o sorriso, mas seus olhos denunciavam a fúria que começava a borbulhar.
Na frente do palco, Francine não estava muito diferente.
A cada nome que aparecia, sua expectativa aumentava.
Imaginava se, em algum momento, o nome dela também surgiria ali, iluminado pelo painel.
Estava tão concentrada que nem percebeu Dorian soltando sua cintura e caminhando até o palco.
O murmúrio da plateia mudou de tom assim que ele subiu os degraus com a postura impecável, o terno perfeitamente alinhado, como se cada passo fosse ensaiado.
Chloe se inclinou um pouco para frente, mordendo o lábio, como se estivesse prestes a se preparar para ouvir seu próprio nome.
A sala pareceu prender a respiração.
Chloe endireitou a postura, o incômodo crescendo, sabendo que não era dela que ele falava.
Francine, ainda entre a plateia, sentiu o coração acelerar, mas a mente insistia em dizer que não podia ser.
— Foi um processo longo — continuou ele, andando devagar de um lado a outro do palco, sem desviar o olhar do público — para que ela estivesse pronta para os holofotes. Mas a hora chegou.
As luzes começaram a diminuir em volta, deixando o palco mais iluminado, o painel atrás dele pulsando como se antecipasse o clímax.
— Como olheiro da Montblanc — disse Dorian, erguendo de leve o microfone — nunca participei pessoalmente deste baile. Sempre preferi ficar atrás das câmeras, nos bastidores. Mas desta vez… — fez uma pausa, e o leve sorriso que surgiu em seus lábios fez os fotógrafos dispararem os flashes — desta vez eu precisava vir apresentar pessoalmente ao mundo… o rosto que vai marcar a história desta agência.
A tensão na sala era palpável.
Francine engoliu em seco, sentindo as próprias mãos formigarem.
Dorian olhou para o painel, depois para a plateia e disse com clareza:
— Guardem esse nome.
Ele então ergueu o braço livre, apontando levemente para o painel às suas costas.
— Eu apresento a vocês… Francine Morais.

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