A escadaria do saguão reluzia sob a luz dourada do amanhecer que atravessava as grandes portas de vidro do hotel.
Francine descia de braço dado com Dorian, ainda usando o vestido do baile.
O ar tinha aquela mistura de exaustão e glamour do fim de uma noite que parecia não ter acabado.
Quando os dois alcançaram o segundo lance da escadaria, o som começou: o clique das câmeras, rápido, seco, multiplicado em dezenas de disparos.
Francine se endireitou instintivamente, enquanto Dorian pôs a mão firme nas costas dela, guiando-a sem olhar para os fotógrafos, como se não existissem.
Um manobrista aproximou-se com a chave do carro e abriu a porta do sedã preto. Assim que entraram e a porta se fechou, o barulho ficou distante.
Francine encostou a cabeça no banco, exalando alívio.
— É… acho que agora vamos poder respirar — comentou, observando pelo vidro de trás os paparazzi diminuírem até sumirem.
Pouco depois, o carro estacionou diante do prédio de Adele.
Dorian, ainda no banco de trás, virou-se para Francine com aquele sorriso contido, carregado de provocação.
— Ainda vou ficar alguns dias em Paris. Já está na hora de trocarmos números de novo… ou prefere continuar tratando tudo por transferência bancária?
Francine arqueou uma sobrancelha, divertida, e soltou uma risada breve.
— Continua afiado, hein? — disse, tirando o celular da bolsa.
Ela se aproximou dele para tirar uma selfie dos dois no carro. Mandou a foto e apenas guardou o telefone.
Dorian inclinou a cabeça, fingindo surpresa.
— Então… você ainda lembra do meu número. Por que não me mandou mensagem antes?
Ela sorriu com uma pontinha de deboche, os olhos brilhando de ironia.
— Porque você não merecia.
Ele riu, balançando a cabeça.
— Toque cruel, senhorita Morais.
Francine aproximou-se e lhe deu um beijo rápido, suave, mas com aquela promessa silenciosa de que a história deles ainda estava longe de terminar.

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