— Viu só? — murmurou Adele, olhando para Pierre. — Se não fosse sua pressa, teríamos chegado na hora certa.
— Não queria correr o risco de perder a reserva — retrucou ele, com o tom de quem se defende, enquanto ajeitava a gravata.
Adele riu e balançou a cabeça, cruzando os braços.
Os três estavam próximos à entrada do restaurante, observando as pessoas que entravam e saíam, quando a porta se abriu e uma mulher muito bonita surgiu.
Era alta, de cabelos escuros presos de maneira elegante, e usava um vestido vermelho que chamava a atenção sem esforço.
Ela parou a poucos passos deles, ajeitou a bolsa no ombro e disse com um leve suspiro:
— Vem, amor, quero tirar logo esses sapatos.
Francine sentiu o coração bater mais forte ao ouvir a voz masculina que respondeu, surgindo logo atrás dela.
— Claro, amor…
Lohan apareceu enquanto tirava a chave do carro do bolso.
O movimento era casual, mas, ao erguer os olhos, ele congelou por um instante.
O sorriso tranquilo que tinha no rosto desapareceu lentamente quando seu olhar encontrou o de Francine.
O olhar de Lohan vacilou.
Por um instante, ele pareceu querer desaparecer dentro do próprio paletó. Engoliu seco e, com a voz baixa, quase engasgada, murmurou:
— Boa noite, Francine.
Ela não hesitou em responder, mantendo o tom leve, mas carregado de ironia:
— Boa noite.
Em seguida, virou-se para Adele, arqueando uma sobrancelha com aquele ar de sarcasmo que só ela dominava:
— Aqui na França a fila anda bem rápido, né?
Adele piscou, confusa.
Olhou para a entrada do restaurante, depois para Francine, sem entender. Afinal, não havia fila nenhuma.
— Fila? Mas não estamos esperando… — murmurou, sem captar o real significado da expressão, que fazia sentido apenas em português, carregada de malícia.

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