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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 198

Dorian então voltou-se para cumprimentá-los com um aperto de mão firme e cordial, a postura impecável de um CEO habituado a lidar com ambientes formais.

Adele, no entanto, não resistiu a comentar, com o humor afiado que a caracterizava:

— Se eu não tivesse visto o vídeo do baile, jamais diria que é o mesmo homem que Francine me mostrou torcendo num estádio.

Dorian desviou o olhar por um segundo, lançando para Francine um sorriso que mesclava leve constrangimento e diversão. Sua voz, baixa e aveludada, trouxe de volta o tom provocativo:

— Então quer dizer que andou procurando notícias minhas na internet… para matar a saudade?

Francine riu, balançando a cabeça com um gesto leve, como se quisesse negar a acusação:

— Foi só uma coincidência. Não se ache tanto.

Adele e Pierre trocaram olhares divertidos, cúmplices daquele breve jogo entre os dois.

A tensão do encontro com Lohan parecia ter se dissipado, dando lugar a uma nova atmosfera mais leve, mais calorosa.

Dorian fez um gesto com a mão aberta, convidando-os com a cortesia elegante que lhe era natural.

— Vamos entrar. A noite está perfeita para comemorar.

Ele esperou que Francine passasse primeiro pela porta, acompanhada por Adele e Pierre, antes de seguir atrás deles.

O maître os conduziu pelo interior do Tour d’Argent, um restaurante lendário às margens do Sena.

O ambiente tinha uma sofisticação clássica, com móveis de madeira escura que reluziam sob a luz suave dos lustres de cristal.

As paredes exibiam discretos painéis com pinturas antigas, e as amplas janelas de vidro ofereciam uma vista deslumbrante do rio refletindo as luzes de Paris.

O aroma sutil de vinho e pratos refinados se misturava ao perfume de flores frescas em pequenos arranjos sobre as mesas.

Francine deixou escapar um sorriso leve, impressionada com a atmosfera que misturava história e elegância.

Adele, sempre atenta aos detalhes, murmurou um comentário divertido para Pierre sobre como se sentia uma personagem de cinema, e ele apenas sorriu, segurando-lhe a mão.

Já acomodados à mesa, Dorian fez questão de deixar que os convidados escolhessem primeiro o vinho, participando da decisão sem o ar de chefe que costumava ter nas reuniões de negócios.

À medida que o jantar começava, a conversa fluiu de forma descontraída.

Adele fez observações espirituosas sobre as notícias do baile e o comportamento da imprensa, e Francine, com o riso fácil que a caracterizava, foi aos poucos desarmando a formalidade que normalmente cercava Dorian.

Ele se pegou observando-a enquanto ela contava, animada, um pequeno episódio engraçado dos bastidores do baile, e percebeu algo que não esperava: uma sensação de leveza que não sentia havia anos.

Dorian riu, mas sem negar nem confirmar.

— Talvez — respondeu, apoiando o cotovelo na mesa e olhando ao redor. O ambiente estava banhado por uma luz amarela suave, o som do piano ao fundo se misturava ao murmúrio das conversas das outras mesas. Ele inspirou fundo, como quem tentava absorver o momento. — É engraçado… parece até que é a primeira vez que venho a um restaurante assim.

Adele arqueou uma sobrancelha, curiosa.

— Assim como? Caro?

Ele negou com um movimento lento da cabeça, e um sorriso contido escapou.

— Não. Em família.

Por um instante, o ar pareceu mudar.

O comentário, simples, carregava uma sinceridade rara nele.

Francine o observou em silêncio, percebendo que havia algo vulnerável naquela resposta, algo que escapava do controle meticuloso que Dorian costumava manter.

Adele, por sua vez, apenas balançou a cabeça, com um sorriso leve.

— Então apenas aproveite.

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