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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 200

O jantar terminou com a mesma naturalidade com que havia começado.

Dorian chamou o garçom com um simples gesto.

Não houve troca de palavras, nem consulta à conta, apenas o deslizar de um cartão preto e o som discreto da máquina confirmando o pagamento.

Francine ainda se sentia estranha com a naturalidade dele diante dessas situações; era como se para Dorian o dinheiro fosse apenas um detalhe, nunca um obstáculo.

Quando saíram do restaurante, o ar noturno de Paris os envolveu como um sopro suave.

Dorian se aproximou de Francine.

— Que tal dar uma volta antes de eu te deixar em casa? — perguntou, a voz baixa, quase um convite sussurrado ao vento.

Adele trocou um olhar divertido com Pierre e assentiu, como quem dava sua bênção silenciosa.

Francine também assentiu.

— Claro, por que não?

Adele e Pierre se despediram com um sorriso. Os dois pareciam satisfeitos com o jantar e, principalmente, com o comportamento de Dorian.

Francine sorriu e seguiu com Dorian até o carro.

O veículo deslizou pelas ruas elegantes da cidade, e um silêncio confortável se instalou entre eles.

O som dos pneus sobre o asfalto molhado, vestígio de uma garoa leve que caíra mais cedo, criava um ritmo quase hipnótico.

De tempos em tempos, a mão de Dorian encontrava a perna dela num gesto automático, tranquilo, como quem buscava a confirmação de que ela ainda estava ali.

Os olhos dele, no entanto, permaneciam atentos à estrada, e Francine percebeu o quanto ele parecia à vontade naquele silêncio compartilhado.

Depois de alguns minutos, o carro parou diante da Pont Alexandre III, uma das pontes mais belas de Paris.

As luzes douradas refletiam na água e o cenário parecia saído de um filme, imponente, mas sereno.

Dorian saiu primeiro e contornou o carro para abrir a porta dela, um gesto que, vindo dele, parecia natural.

— Vamos caminhar um pouco — sugeriu.

Francine aceitou o braço que ele estendeu, e os dois começaram a andar lado a lado, ouvindo apenas o som distante do trânsito e o murmúrio do rio.

Por alguns instantes, ficaram em silêncio, até que Dorian foi o primeiro a falar:

— Obrigado pelo jantar — disse com voz baixa, mas sincera. — E por me fazer enxergar a vida de outra forma. Às vezes, eu esqueço que existe mais do que trabalho e metas.

Francine riu, com o tom leve que sempre usava para quebrar a tensão.

Francine riu baixinho, esfregando os braços sob o casaco que ele havia colocado sobre seus ombros.

O vento noturno começava a ficar mais intenso, e pequenas mechas do cabelo dela insistiam em se soltar, dançando ao redor do rosto.

— Eu acho que vou sorrir mais ainda se a gente entrar no carro — disse, com um sorriso divertido. — Tá ficando frio aqui fora.

Dorian a observou por um instante, aquele sorriso leve iluminado pelas luzes da ponte, e assentiu com um meio riso.

— Boa ideia. — estendeu a mão para ela.

Eles voltaram caminhando de mãos dadas até o carro, os passos ecoando suaves no calçamento.

Francine encostou a cabeça no vidro assim que entraram, observando as luzes da cidade passarem rápidas, como um sonho em movimento.

Dorian manteve uma das mãos no volante e a outra entrelaçada à dela, num gesto silencioso que dizia mais do que qualquer palavra.

Quando o carro estacionou diante da casa de Adele, ele a olhou com um ar sereno diferente, quase vulnerável.

— Boa noite, Francine.

Ela sorriu, abrindo a porta com calma.

— Boa noite, Dorian.

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