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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 201

O cheiro do café recém-passado se espalhava pela cozinha, misturando-se ao perfume leve de flores que Adele deixara sobre a mesa.

Francine estava sentada, ainda de roupão, passeando pelos posts nas redes sociais que mencionavam o baile da Montblanc.

O toque do celular interrompeu seus pensamentos.

— Bonjour, Francine! — a voz inconfundível de Pascal soava animada do outro lado da linha. — Espero que tenha descansado, minha cara estrela. Temos muito o que conversar. Você pode vir à agência hoje à tarde?

— Claro, Pascal. Que horas?

— Digamos... quinze horas? Quero te apresentar oficialmente à equipe da Montblanc.

— Estarei lá. — Francine sorriu, mesmo que ele não pudesse vê-la.

Assim que desligou, ela digitou uma mensagem para Dorian:

“Pascal acabou de ligar. Vou passar na agência pra pegar o book e ir à Montblanc mais tarde. Você vai comigo?”

A resposta veio alguns minutos depois:

“Queria muito, mas tenho um encontro com investidores. Não sei quanto tempo vai demorar.”

Francine suspirou, apoiando o queixo na mão.

“Tudo bem. Eu entendo. Depois te conto como foi.”

Ela deixou o celular sobre a mesa, terminou o café e subiu para se arrumar.

Uma hora depois, descia as escadas de salto, o cabelo solto caindo sobre os ombros e o blazer bege combinando com a calça de alfaiataria.

O táxi parou diante da fachada espelhada da agência. Assim que entrou, foi recebida pelo sorriso acolhedor de Olivier, que estava atrás do balcão folheando alguns contratos.

— Mademoiselle Morais! — disse ele, erguendo as sobrancelhas com um sorriso divertido. — Parabéns! Então agora temos uma celebridade na equipe?

Francine riu, ajeitando a bolsa no ombro.

— Quer dizer que a notícia chegou até aqui?

— Até aqui e além. — Ele apoiou as mãos no balcão. — Você está em todas as colunas de moda, e não apenas pelo título de rosto da Montblanc… mas também pelo beijo cinematográfico e, claro, pela confusão com a senhorita Chloe.

Francine bufou, mas manteve o bom humor.

— É, parece que dei o que falar.

Olivier riu junto.

— E o que te traz por aqui hoje, além da fama repentina?

— Vim pegar meu book. Vou levar pra Montblanc, pra eles atualizarem o material.

— Ah, entendi. — Ele virou-se para um armário de madeira e começou a procurar. — Pensei que fosse pegar direto com o Lohan, ele é quem costuma entregar pessoalmente.

— O prazer é meu, monsieur Pascal. — Francine respondeu com elegância, entregando o book.

Ele a conduziu até uma sala de reuniões envidraçada, com vista para a cidade.

Sobre a mesa, amostras de campanhas, rascunhos e catálogos espalhados mostravam o tamanho da operação.

Pascal folheou o book com atenção, observando cada página como quem estudava uma obra de arte.

— Impressionante — disse, após alguns segundos de silêncio. — Você tem presença, e principalmente, tem autenticidade. Isso é o que mais falta no mercado hoje.

Francine sorriu, um pouco tímida, mas aproveitou a deixa:

— Posso te perguntar uma coisa? Eu soube que o Dorian é seu sobrinho. Espero que isso não tenha influenciado na escolha… não quero ser acusada de favorecimento.

Pascal riu baixo, recostando-se na cadeira.

— Se fosse por influência, eu teria escolhido qualquer uma das dez modelos que ele me indicou nos últimos anos. Mas ele nunca insistiu por ninguém, até você. Quando ele falou sobre seu potencial, eu quis ver por mim mesmo. E confesso que não me arrependi.

Francine abaixou o olhar, disfarçando o sorriso.

— Fico feliz em ouvir isso. Pode ter certeza de que vou me esforçar pra corresponder às expectativas.

— É tudo o que espero — respondeu ele, fechando o book e apoiando as mãos sobre ele.

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