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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 202

A conversa fluiu entre oportunidades de trabalho e mudanças de visual.

Francine estava a vontade, e Pascal continuou passando as principais diretrizes da agencia.

Em certo momento da conversa, ele adotou um tom mais ameno.

— E pra finalizar, precisamos conversar sobre logística. Onde pretende se estabelecer?

Ela hesitou por um instante.

— Ainda não sei… pensei em voltar pro Brasil por uns dias.

Pascal assentiu.

— Sem problemas. Se tudo correr como planejado, você não vai se estabelecer em lugar nenhum. — Sorriu. — A ideia é que comece a viajar bastante, representando a marca em várias campanhas. Mas, por enquanto, fique onde se sentir confortável. Assim que os trabalhos forem confirmados, eu te direciono.

Francine assentiu, satisfeita com a liberdade que aquela resposta trazia.

— Então acho que começo pelo Brasil mesmo.

— Excelente escolha. — Pascal levantou-se e apertou a mão dela. — Vou ver se consigo encaixar alguns trabalhos por lá. E, Francine… — acrescentou, com um olhar afetuoso — não se preocupe em ser perfeita. Continue sendo real. É isso que te faz inesquecível.

— Obrigada — Francine murmurou, sentindo o calor do elogio de Pascal ainda pulsar no peito. Ele fez um aceno discreto para os assistentes e, com um gesto amplo, abriu caminho pelos corredores amplos da Montblanc. — Venha conhecer o resto da casa.

O corredor era uma galeria de memórias: enormes painéis em preto e branco exibiam campanhas históricas, rostos que tinham definido épocas inteiras.

Cada imagem parecia respirar profissionalismo e, ao mesmo tempo, lembrava que ali aquilo que importava era trabalho, disciplina, olhar.

— Aqui a gente respira imagem, — disse Pascal, com um meio sorriso — mas não confundimos imagem com artifício. Essa agência tem uma dívida com a verdade; se você for você, já começa ganhando.

Logo chegaram a uma sala clara onde uma mulher alta, de cabelos presos num coque perfeito e olhos que analisavam sem pressa, levantou-se para cumprimentá-los.

— Francine, esta é Camille, nossa diretora criativa.— Pascal fez a apresentação. — Camille, ela é o novo rosto da Montblanc.

Camille estendeu a mão com educação medida, os dedos longos e frios como a própria crítica que poderia fazer.

Seus olhos escanearam Francine de cima a baixo, demoraram no cabelo novo, nas linhas da roupa, e encontraram o brilho natural que nunca se compra.

Camille percebeu a tensão e fez um gesto quase materno.

— Ninguém aqui está contra você — disse baixinho, para que apenas Francine ouvisse. — Vamos tomar um café com Julien e ver o seu book com calma.

Foram levadas a uma pequena sala de reuniões envidraçada, onde o book de Francine foi aberto sobre a mesa.

— Essa espontaneidade é ouro — disse Camille. — Não quero que perca isso.

Quando a reunião terminou, Pascal assinou alguns papéis discretos, enquanto Julien fez anotações sobre possíveis bookers internacionais.

Eles combinaram testes, reuniões e um cronograma de trabalhos que poderia levá-la a editoriais europeus, sessões comerciais e, se tudo caminhasse bem, a campanhas globais.

No corredor, entre a correria elegante da agência e a calma calculada de quem sabe o que constrói, Francine respirou fundo.

Havia trabalho pela frente e, com ele, a promessa de ser levada a sério.

Enquanto saía, um assistente sussurrou ao telefone: “O Sr. Villeneuve acaba de chegar.”

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