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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 206

A cozinha estava tomada por luz e cheiro de tempero.

O vapor subia da panela, e Francine, de avental emprestado e cabelo preso num coque improvisado, já se sentia em casa outra vez.

Malu cortava legumes com destreza, o rádio tocava uma música animada, e por alguns minutos o tempo pareceu desacelerar.

— Olha só — disse Malu, cruzando os braços e encarando as mãos de Francine, que descascavam batatas com cuidado —, as mãos da madame ainda sabem como se trabalha.

Francine levantou o queixo, fingindo indignação.

— Claro que sabem! Tá achando que dinheiro cai do céu? Eu tive que ralar muito em Paris.

Malu arqueou as sobrancelhas, divertida.

— Do céu eu não sei, mas da conta do Dorian pra sua, eu sei que cai.

Francine riu alto, aquela risada gostosa que enchia o ambiente de vida.

— Menina, nem me lembre! Acho que posso ficar um ano sem trabalhar e ainda vou ter dinheiro sobrando. Esse homem não tem noção do que a gente passa!

— A gente não, né, você — Malu retrucou, mexendo o molho com a colher de pau. — Porque eu continuo aqui, com minha humilde conta bancária e meu feijão no fogão.

Francine largou a faca, pegou o celular com um sorrisinho travesso e abriu o aplicativo do banco.

— Não seja por isso, toma um pouco pra você. E não precisa me agradecer, viu?

Malu nem olhou, mas segundos depois o som da notificação fez o olhar dela subir rápido pro celular.

— Amiga, você é louca? — gritou, levando a mão ao peito. Mas bastou ver o valor da transferência pra quase jogar o celular na cara da outra. — Um real?! Sua ridícula!

Francine gargalhou, apoiando-se na bancada.

— Foi mal, esqueci de alguns zeros.

Outra notificação subiu na tela, e dessa vez os olhos de Malu se arregalaram de verdade.

— Eu não acredito… você realmente mandou! — murmurou, balançando a cabeça, sem saber se ria ou brigava.

Francine contornou a mesa e a abraçou por trás, apertando com carinho.

— Espero que agora tenha ido certo.

Malu suspirou, retribuindo o abraço.

— Você não muda, né? Continua a mesma maluquinha de sempre.

— E você continua a mesma chata — Francine respondeu, rindo.

— Ainda bem — disse Malu, num tom mais suave. — Porque se a fama e o dinheiro te mudassem, eu mesma ia aí em Paris te puxar pelos cabelos.

— E eu deixava — respondeu Francine, com um sorriso sincero. — Você sabe que é minha âncora.

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