Eles caminhavam lado a lado pelo corredor da mansão, o som suave dos passos ecoando pelo piso de mármore.
Dorian olhou de relance para ela, que observava as paredes decoradas com quadros e iluminação suave.
— Não está cansada da viagem? — perguntou ele, com aquele tom de voz rouco que carregava tanto curiosidade quanto provocação.
Francine balançou a cabeça, sorrindo.
— Sinceramente? Não. Foi completamente diferente viajar na primeira classe. Dormi quase o tempo todo. — Ela esticou os braços num gesto leve, como se ainda se espreguiçasse da soneca.
— Eu percebi — ele respondeu, com um meio sorriso. — Dormiu tão bem que até o seu ronco eu ouvi.
Ela arregalou os olhos e deu um empurrão brincalhão nele.
— Mentiroso! Eu não ronco.
— Aham. — Ele ergueu uma sobrancelha, fingindo seriedade. — Tenho provas.
— Você é impossível.
— E você é irresistível, o que me complica.
Ela tentou disfarçar o sorriso, mas falhou.
Quando chegaram ao quarto, Francine soltou um suspiro leve, tirando os sapatos.
— Eu vou tomar um banho, preciso tirar o cansaço do corpo.
Antes que desse mais um passo, ouviu o clique da fechadura atrás de si. Dorian havia trancado a porta.
— Precisa de ajuda pra tirar a roupa? — perguntou ele, aproximando-se devagar, com aquele olhar que ela já conhecia bem.
Francine virou-se ligeiramente, lançando-lhe um olhar por cima do ombro.
— Toda ajuda é bem-vinda.
Ele se aproximou até que o perfume amadeirado dele a envolvesse por completo.
— Lembra do dia em que veio limpar o meu quarto com aquele uniforme novo? — perguntou enquanto seus dedos encontravam a barra da blusa dela.
Ela riu baixinho, o som escapando como um sussurro.
— Não tem como esquecer.
— Eu também não. — Ele puxou a blusa por cima da cabeça dela, deixando-a escorregar pelas mãos. — Naquele dia, eu não podia tocar em você.
As palavras saíram em um murmúrio quase grave, encostando-se à pele dela como um arrepio.
Dorian a envolveu por trás, o corpo dele encostando-se ao dela num encaixe natural.
Beijou-lhe o pescoço, subindo devagar, enquanto uma das mãos dele deslizava até o cós da calça dela, abrindo o botão e o zíper com um movimento seguro.
A calça escorregou pelos quadris e caiu silenciosamente ao chão.
— Hoje, você não vai escapar tão fácil — murmurou junto ao ouvido dela. — Acho que ficou faltando terminar um serviço naquele dia... no banheiro.
Francine riu baixinho, entre nervosa e provocante, jogando a cabeça para trás e encostando-a no ombro dele.
— E você não está cansado da viagem?

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