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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 207

Eles caminhavam lado a lado pelo corredor da mansão, o som suave dos passos ecoando pelo piso de mármore.

Dorian olhou de relance para ela, que observava as paredes decoradas com quadros e iluminação suave.

— Não está cansada da viagem? — perguntou ele, com aquele tom de voz rouco que carregava tanto curiosidade quanto provocação.

Francine balançou a cabeça, sorrindo.

— Sinceramente? Não. Foi completamente diferente viajar na primeira classe. Dormi quase o tempo todo. — Ela esticou os braços num gesto leve, como se ainda se espreguiçasse da soneca.

— Eu percebi — ele respondeu, com um meio sorriso. — Dormiu tão bem que até o seu ronco eu ouvi.

Ela arregalou os olhos e deu um empurrão brincalhão nele.

— Mentiroso! Eu não ronco.

— Aham. — Ele ergueu uma sobrancelha, fingindo seriedade. — Tenho provas.

— Você é impossível.

— E você é irresistível, o que me complica.

Ela tentou disfarçar o sorriso, mas falhou.

Quando chegaram ao quarto, Francine soltou um suspiro leve, tirando os sapatos.

— Eu vou tomar um banho, preciso tirar o cansaço do corpo.

Antes que desse mais um passo, ouviu o clique da fechadura atrás de si. Dorian havia trancado a porta.

— Precisa de ajuda pra tirar a roupa? — perguntou ele, aproximando-se devagar, com aquele olhar que ela já conhecia bem.

Francine virou-se ligeiramente, lançando-lhe um olhar por cima do ombro.

— Toda ajuda é bem-vinda.

Ele se aproximou até que o perfume amadeirado dele a envolvesse por completo.

— Lembra do dia em que veio limpar o meu quarto com aquele uniforme novo? — perguntou enquanto seus dedos encontravam a barra da blusa dela.

Ela riu baixinho, o som escapando como um sussurro.

— Não tem como esquecer.

— Eu também não. — Ele puxou a blusa por cima da cabeça dela, deixando-a escorregar pelas mãos. — Naquele dia, eu não podia tocar em você.

As palavras saíram em um murmúrio quase grave, encostando-se à pele dela como um arrepio.

Dorian a envolveu por trás, o corpo dele encostando-se ao dela num encaixe natural.

Beijou-lhe o pescoço, subindo devagar, enquanto uma das mãos dele deslizava até o cós da calça dela, abrindo o botão e o zíper com um movimento seguro.

A calça escorregou pelos quadris e caiu silenciosamente ao chão.

— Hoje, você não vai escapar tão fácil — murmurou junto ao ouvido dela. — Acho que ficou faltando terminar um serviço naquele dia... no banheiro.

Francine riu baixinho, entre nervosa e provocante, jogando a cabeça para trás e encostando-a no ombro dele.

— E você não está cansado da viagem?

— Desfrute do seu sobrenome, senhorita Morais. Não demora muito, ele será substituído.

Francine franziu o cenho, divertida.

— Está me pedindo em casamento num banheiro, Dorian Villeneuve?

Ele riu baixo, aproximando o rosto até que ela sentisse o toque da respiração dele sobre a pele.

— Claro que não. Quando eu te pedir em casamento, te garanto que será inesquecível. Hoje eu só estou tomando posse.

Ela recuou um meio passo, até sentir o frio da parede nas costas, e arfou levemente.

O contraste da temperatura percorreu seu corpo em ondas.

— Assim você me deixa com frio.

Dorian encostou o corpo ao dela, o sorriso agora quase imperceptível.

— Assim você me deixa louco.

O silêncio que se seguiu parecia conter o som do próprio coração.

Ele a tomou num beijo quente, intenso, como se cada segundo fosse uma promessa não dita.

As mãos dele encontraram o caminho pela cintura dela, e Francine, por um instante, esqueceu do tempo, do fuso e até do mundo do lado de fora.

Tudo o que restava era o toque, o cheiro do sabonete caro e o sabor de estar de volta.

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