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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 214

A mesa do jantar parecia uma cena de revista, cada prato alinhado milimetricamente, as taças reluzindo sob a luz quente do lustre, e um aroma sofisticado escapando das travessas que o empregado havia acabado de dispor.

Francine entrou pela porta alguns minutos depois, e até o som de seus passos pareceu chamar atenção.

Vestia um conjunto marfim simples, mas elegante, o tecido leve contornando seu corpo com discrição.

O cabelo preso em um coque baixo, os brincos discretos, era o equilíbrio perfeito entre delicadeza e firmeza.

Dorian se levantou quando ela apareceu, o que fez Eleonor erguer as sobrancelhas, impressionada com o gesto.

— Que surpresa agradável — disse a mulher, com um sorriso de porcelana. — Você está linda, Francine. E bem mais... apropriada, desta vez.

Francine sorriu de volta, devolvendo o olhar com serenidade.

— Que bom que acha. Nós não esperávamos visitas — respondeu, enquanto se sentava. — Fui pega desprevenida.

O sorriso de Eleonor vacilou, mas logo voltou ao lugar.

— Ah, sim, imagino. Foi uma decisão espontânea. Quando soubemos que Dorian estava de volta, e com uma namorada, não resistimos.

Ela pousou a mão sobre a taça.

— Famílias devem estar próximas, afinal.

— Nem sempre é o que acontece, né? — Francine comentou, como quem fala sozinha, mas deixando o veneno escorrer na medida certa.

O olhar de Dorian cruzou o dela por um segundo, um pedido silencioso pra que ela não alimentasse o fogo.

Mas Francine apenas pegou o guardanapo e pousou no colo, com uma calma ensaiada que o fez conter um sorriso.

Oscar, que observava tudo com a frieza de quem assiste a uma partida de xadrez, pigarreou e disse:

— Vamos comer. Ficaríamos muito tempo em pé se esperássemos a conversa de vocês terminar.

Um empregado serviu o vinho, e o som do líquido caindo nas taças quebrou o silêncio cortante.

Durante alguns minutos, o jantar pareceu tranquilo, civilizado, até demais.

Mas o clima era o mesmo de uma calmaria que antecede a tempestade.

Eleonor inclinou levemente a cabeça para o lado.

— Dorian não nos falou sobre você, Francine. — O tom era meloso, mas o olhar, inquisidor. — Imagino que você tenha um bom motivo pra mantê-lo tão... distraído dos negócios ultimamente.

— Ele trabalha muito, sim — respondeu Francine, sem hesitar. — Mas acho que todo mundo merece um tempo pra respirar.

— Claro, claro. — Eleonor assentiu, mas o sorriso permaneceu afiado. — Desde que respirar não se torne sinônimo de descuido.

Dorian pousou o talher, firme.

— Mãe, tenho certeza de que minha capacidade de administrar a empresa não está em pauta no jantar.

— Só estou observando, querido. — Ela sorriu, voltando a olhar pra Francine. — É que o amor, às vezes, tem o inconveniente de bagunçar prioridades.

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