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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 220

Francine permaneceu imóvel, sentindo o rosto queimar.

As palavras de Oscar tinham atravessado o ar como lâminas.

Por um segundo, ela pensou em se levantar e ir embora.

Mas então viu Dorian empurrar a cadeira para trás, devagar, o olhar escuro fixo no pai.

O silêncio se tornou absoluto, o tipo de silêncio que antecede uma tempestade.

Dorian largou o talher com um estrondo que fez todos se sobressaltarem.

— Já chega. — A voz dele não era alta, mas havia nela uma firmeza que fez até o relógio na parede parecer hesitar.

Eleonor congelou no lugar. Oscar ergueu o queixo, confuso.

— Dorian… — começou Eleonor, com um sorriso nervoso.

— Eu disse chega. — Ele levantou-se devagar, os olhos percorrendo a mesa. — Eu não acredito que vocês trouxeram os pais dela aqui pra isso.

— Nós só queremos o melhor pra você, filho — disse Oscar, ajeitando o guardanapo no colo. — Está se envolvendo demais, e isso pode ser prejudicial.

— Prejudicial pra quem? Pra imagem da empresa? — ele rebateu. — Ou pro ego de vocês?

O silêncio foi absoluto.

Francine olhava para ele, atônita, o coração disparado, sem saber se o impedia ou se apenas o deixava seguir.

— Vocês não tem noção do que estão fazendo. — Dorian passou a mão pelos cabelos castanhos, respirando fundo.

Os olhos cinzentos dele, normalmente frios e calculistas, agora ardiam com uma fúria contida, quase trêmula.

Ele se endireitou, afastando a cadeira num movimento brusco.

— A Villeneuve Corp é a minha empresa, essa é a minha casa e Francine é a minha vida. — A voz dele saiu firme, e a cada palavra parecia cravar um estilhaço no silêncio. — Nada disso tem a ver com vocês. Peçam desculpas à Francine… ou deem o fora daqui.

Oscar bufou, passando a mão pela barba grisalha, o rosto avermelhado pela indignação.

— Você só pode estar brincando. Está mesmo se desfazendo da sua família por causa de uma empregada?

Dorian não piscou. Apenas apontou para a porta.

— Pelo visto, vocês fizeram sua escolha. Agora saiam… antes que eu chame os seguranças.

O silêncio foi interrompido apenas pelo som de talheres sendo colocados de volta nos pratos.

Os pais de Francine observavam a cena como quem assistia a um espetáculo caro, saboreando cada segundo.

Eleonor se levantou, o orgulho ferido latejando nos olhos.

— Dorian Villeneuve, você está nos expulsando da sua própria casa?

Ele cruzou os braços, imóvel.

— Não. — A resposta foi seca. — Estou devolvendo a vocês o que trouxeram pra dentro dela: constrangimento. Aproveitem e levem seus convidados com vocês.

A mãe de Francine, ainda sentada, completou calmamente a taça de vinho do marido, o sorriso no canto da boca.

— Nós não fizemos nada — disse, com falsa inocência.

Dorian, de punhos cerrados, se manteve ao lado dela, o olhar fixo nos pais, deixando claro que a decisão era final.

Eleonor respirava com dificuldade, chocada com o rumo da conversa.

Oscar, enrijecido, apenas se levantou, ajeitou o paletó e lançou a Dorian um último olhar de desaprovação.

Ele parou diante de Dorian, o olhar carregado de fúria e de uma superioridade que beirava o desprezo.

A voz saiu fria, cortante, como uma lâmina envolta em veneno:

— Quero ver quanto tempo você ainda vai ter dinheiro pra manter sua empregada.

O ar pareceu sumir da sala.

Mas Dorian não hesitou nem por um segundo.

Ele deu um passo à frente, o maxilar travado, os olhos fixos nos do pai.

A raiva era evidente, mas o controle que ele exercia sobre ela tornava tudo ainda mais ameaçador.

— Ela não é minha empregada. — A voz dele ecoou firme, baixa, carregada de uma convicção que nenhum conselho de administração seria capaz de abalar. — E você não é meu patrão.

Por um instante, ninguém respirou.

Dorian apontou para a porta com um gesto preciso, quase solene.

— Fora.

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