O som da chave girando na fechadura fez Francine largar o pano de prato e sair apressada da cozinha.
— Ele chegou! — anunciou, já disparando pelo corredor.
Assim que Dorian entrou, mal teve tempo de fechar a porta antes que ela se jogasse no pescoço dele.
— Finalmente! — exclamou, aninhando o rosto no pescoço dele e inspirando fundo. — As flores são lindas, mas nenhuma cheira tão bem quanto você.
Dorian sorriu de canto, o olhar suavizado.
— E nenhuma delas é tão bonita quanto você.
— Tem certeza? Tem muitas por aqui. — perguntou, divertida.
— Certeza absoluta — respondeu ele, antes de beijá-la de leve.
Só então Francine percebeu que havia outra presença no corredor.
Um homem alto, barba cheia e bem aparada emoldurando o rosto, destacando o maxilar firme e o contorno definido.
Com a camisa social dobrada até os antebraços, Cassio segurava uma garrafa de vinho com um sorriso meio sem jeito.
— Eu conheço esse rosto — disse ela, estreitando os olhos. — Você estava no estádio com o Dorian... deve ser o Cássio, né?
— Em carne e osso — respondeu ele, simpático.
Os dois se cumprimentaram, e Francine lançou um olhar reprovador a Dorian.
— Amor, dava pra avisar que a gente teria visita. Eu teria feito um banquete digno de um investidor, não um almoço de improviso.
Dorian ergueu as mãos, como quem se defende de uma acusação grave.
— Eu avisei que íamos almoçar TODOS juntos.
— Isso incluía o Cássio?
— Achei que fosse evidente.
Francine bufou, mas riu logo em seguida.
— Tá bom, o apartamento é pequeno, mas a mesa ainda cabe quatro. Vão achando um espacinho entre as flores pra se sentarem. Eu vou ajudar a Malu e já volto.
Ela desapareceu de volta pela porta da cozinha, e quando anunciou a novidade, quase levou uma panela na cabeça.
— Não, não, não, não! — Malu virou-se com os olhos arregalados. — Não foi esse o combinado, Francine! Olha como eu tô vestida!
Francine mordeu o lábio pra conter o riso.

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