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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 229

Assim que se sentaram à mesa, Cássio, sempre o mais desinibido, resolveu quebrar o gelo.

— Antes de mais nada, Francine, queria dizer que sou seu fã.

Ela ergueu uma sobrancelha, desconfiada.

— Meu fã? Não deu tempo de eu ficar famosa, não.

— Ah, mas é fama de bastidor. — Ele apoiou o antebraço na mesa e apontou o garfo na direção dela. — Desde o baile de máscaras, o Dorian não é mais o mesmo. O homem ficou... completamente domado.

Francine virou o rosto devagar, um sorriso travesso surgindo no canto dos lábios.

— É mesmo? Conte-me mais sobre isso — disse, com uma ironia tão doce quanto perigosa.

Dorian soltou um suspiro fingido e olhou de lado para o amigo.

— Se ele contar mais que isso, acho que vou ter que procurar outro vice-presidente pra minha empresa.

Cássio ergueu as mãos em rendição, rindo.

— Opa, acho que a conversa termina aqui então.

— Termina nada — retrucou Francine, divertida. — Agora fiquei curiosa. O que mais o Dorian andou dizendo sobre mim?

— Nada que ele vá querer que eu repita na frente dele. — Cássio deu um sorriso maroto.

Dorian se recostou na cadeira, pegou o guardanapo com calma e soltou:

— Pelo menos não fui eu que tentei impressionar alguém dando lances num leilão.

Malu quase engasgou com o frango.

Cassio não se deixou abalar. Apenas deu um sorriso cínico e respondeu:

— Eu chamaria isso de um gesto de cavalheirismo.

Dorian arqueou uma sobrancelha, sem levantar os olhos do prato.

— Engraçado... pensei que cavalheirismo envolvesse entregar o presente no final.

Cassio levantou a taça de vinho em direção a Malu, com aquele ar provocante que beirava o charme.

— Está guardado para ser entregue no momento ideal.

Francine deu uma leve ombrada em Malu, tentando disfarçar o riso.

— Ih, acho que o almoço vai render, hein?

Malu revirou os olhos, corando levemente, e tratou de mudar de assunto.

— E a comida, gente? O que acharam? Tá bom o tempero? — perguntou, tentando soar natural enquanto se servia de mais arroz.

Cassio inclinou a cabeça, observando-a com um sorriso que misturava interesse e curiosidade.

— Tá excelente. Onde você aprendeu a cozinhar assim?

Malu deu de ombros, pousando a colher de servir com um ar despretensioso.

— Tenho um chefe muito exigente.

Dorian ergueu o olhar na direção dela, um leve sorriso no canto da boca.

— Nem sou tão exigente assim.

Cassio ergueu o olhar, surpreso.

Nada grave, mas o suficiente para que Cassio erguesse uma sobrancelha, curioso.

— Me dá só um minuto. — Dorian se levantou, ajeitando os punhos da camisa antes de caminhar até a varanda para atender o telefone.

Antes que a conversa pudesse continuar, Dorian voltou, guardando o celular no bolso.

— A gente precisa ir. — disse, lançando um olhar a Cassio. — Mudança de planos na sede.

Cassio assentiu, limpando os lábios com o guardanapo.

— Dever cumprido por aqui, então.

Francine se levantou também, o sorriso ainda no rosto, mas com um leve ar de desapontamento.

— Já?

Dorian se aproximou, segurando-a pela cintura.

— Prometo compensar depois. — sussurrou, deixando um beijo rápido em sua têmpora antes de seguir para a porta.

Cassio se despediu de Malu com um sorriso lento e uma piscadinha leve.

— Obrigado pelo almoço, chef.

— De nada — respondeu Malu, sem encará-lo diretamente, mas com as covinhas denunciando o sorriso. — Só não se acostuma.

As vozes dos dois homens ecoaram pelo corredor até sumirem completamente, e o apartamento pareceu mais silencioso de repente.

Francine suspirou, pegando a caixa de chocolates importados sobre o aparador e se jogando no sofá.

— Pelo menos a sobremesa é só nossa. — disse, abrindo a tampa e oferecendo um bombom a Malu.

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