Francine suspirou, relaxando os ombros.
— Eu juro que achei que estava sonhando quando te vi ali.
— E eu achei que estava alucinando — respondeu ele, com um meio sorriso. — Acho que o universo resolveu dar um tempo pra gente.
Ela riu, e ele passou o braço em volta da cintura dela.
— Vamos para o hotel — disse, baixinho. — Quero aproveitar esse tempo antes que o universo mude de ideia.
O carro deslizou suavemente pelas ruas iluminadas de Viena, enquanto o silêncio confortável entre os dois era quebrado apenas pelo som baixo da chuva tocando o vidro.
Francine apoiava o queixo na mão, observando as luzes refletindo nas janelas, até ouvir Dorian dizer baixinho:
— Obrigado.
Ela virou o rosto para ele, arqueando as sobrancelhas.
— Pelo quê?
Dorian manteve o olhar fixo na janela por alguns segundos antes de responder.
— Eu estava aqui pra fechar um negócio. E, por coincidência, o investidor que eu precisava convencer acabou se interessando por você. — Um leve sorriso surgiu em seu rosto. — Graças a isso, ele aceitou negociar uma parceria que pode ser muito importante pra empresa.
Francine o observou por um instante, cruzando os braços.
— Então quer dizer que eu acabei de salvar sua empresa sem nem saber? — perguntou com ironia. — E o que eu ganho com isso?
— O que você quiser. — Dorian respondeu no mesmo tom, olhando com um tom de desafio nos olhos dela.
Ela deu uma risada curta, divertida.
— Posso pedir mais do que trinta minutos do seu tempo, então?
— Pode — ele respondeu, voltando o olhar para ela com um sorriso provocante. — Porque hoje à noite é toda sua.
O carro estacionou diante do hotel.
O motorista abriu a porta para eles, e Francine desceu com a elegância natural de quem estava acostumada com flashes e olhares.
Dorian a acompanhou até o elevador, e o clima entre os dois se tornou silenciosamente tenso, com uma mistura de desejo e saudade que parecia prestes a explodir.
Assim que a porta do quarto se fechou atrás deles, Francine não hesitou.
Segurou o colarinho da camisa dele e o puxou para um beijo quente, intenso, que carregava toda a ausência dos últimos dias.
Suas mãos desceram, desfazendo os botões do paletó e empurrando-o pelos ombros dele.
— Eu estava morrendo de saudades — sussurrou entre um beijo e outro, os lábios ainda colados aos dele. — Tá sendo bem difícil não conseguir conciliar as agendas…
Ele arqueou uma sobrancelha, divertindo-se.
— Engraçado ouvir isso de quem passou as últimas semanas viajando. Tem certeza de que quer mais avião?
— Viajar a trabalho é uma coisa — rebateu, apertando levemente o peito dele. — Viajar a lazer é outra. Se eu pudesse escolher, seria uma ilha no meio do nada. Sem celular, sem agenda, sem ninguém pra incomodar.
Dorian passou a mão pelo cabelo dela, o olhar ficando mais suave.
— Uma ilha isolada eu consigo providenciar. Mas só com uma condição.
— Qual?
— Que a gente tope o desafio estilo Largados e Pelados. — Um sorriso brincou nos lábios dele. — Nada de luxo, nada de glamour. Só a gente e o improviso.
Francine fingiu pensar por um instante, o olhar malicioso.
— Não parece tão ruim. — Ela mordeu o lábio inferior e completou: — E, convenhamos, já estamos meio caminho andado.
Dorian soltou uma risada baixa, e o olhar dele brilhou com aquele misto de ternura e desejo que só ela conseguia despertar.
— Então acho que temos um acordo.
Ele a puxou delicadamente para cima de si e voltou a beijá-la, sem pressa, como quem queria estender aquela noite até que o amanhecer esquecesse de chegar.

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