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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 234

O aeroporto fervilhava de vozes, malas e partidas apressadas, mas Francine parecia flutuar.

Vestia uma calça de linho bege, blusa de seda branca e óculos escuros enormes, um misto de elegância e autoconfiança que fazia as pessoas olharem duas vezes.

Ao lado dela, Dorian caminhava com o celular colado ao ouvido, resolvendo os últimos detalhes antes de embarcar para os Estados Unidos.

— Então você está indo para um desfile exclusivo? — ele perguntou, desligando o telefone e olhando para ela com um meio sorriso.

— Exclusividade é meu sobrenome — respondeu Francine, ajeitando o cabelo com um ar de falsa modéstia. — Disseram que vai ser em um hotel no litoral de São Paulo, algo bem restrito, pra poucos convidados.

— E a Montblanc sabe disso?

— Uhum. Foram eles mesmos que enviaram o contrato. Parece um daqueles desfiles privados, só pra investidores e clientes da marca.

Ela deu um passo à frente e, com aquele brilho travesso no olhar, completou:

— Quem sabe eu não consiga uns investidores pra você também? Dizem que moda e negócios andam de mãos dadas, né?

Dorian arqueou uma sobrancelha.

— Eu já tenho investidores o bastante, senhorita Morais.

— Eu sei. Conseguiu um inclusive por minha causa — provocou, com um sorrisinho debochado.

Ele soltou uma risada curta e balançou a cabeça, já se acostumando com as ironias dela.

— Só não esqueça de se cuidar.

— Eu? Me cuidar? — Francine deu um meio giro, como se desfilasse no saguão do aeroporto. — Vai ser só um final de semana. Depois disso, Paris me espera. Vou realizar meu sonho de desfilar na Paris Fashion Week!

O anúncio do embarque ecoou pelos alto-falantes. Dorian verificou o relógio e suspirou.

— Prometo te encontrar em Paris antes do desfile então — disse, tocando o queixo dela com os dedos.

— Vou cobrar.

Antes que ele pudesse responder, Cassio surgiu apressado, carregando uma mochila e o passaporte na mão.

— Achei que ia perder o voo — murmurou.

— Meu espião particular também vai? — perguntou Francine, apontando para Cássio com o queixo.

— Sim, mas vou ficar só dois dias. Tenho que voltar pra ajustar uns contratos aqui no Brasil.

Os três trocaram despedidas rápidas.

Francine assistiu enquanto Dorian e Cassio seguiam para o portão internacional.

Depois respirou fundo, ajeitou a bolsa no ombro e caminhou na direção oposta para o seu portão de embarque.

Quando desembarcou em São Paulo, o clima era abafado e o ar parecia mais pesado.

Francine desceu do avião ajeitando o blazer e atravessou o saguão olhando em volta à procura de alguém.

Foi quando viu um homem alto, de terno escuro e rosto sério, segurando uma plaquinha com o nome "Francine Morais".

Pegou o celular e gravou um pequeno vídeo para postar depois, com a legenda: “Rumo ao paraíso”.

Mas o paraíso nunca pareceu tão longe.

Assim que desligou a gravação, ouviu o motorista que a tinha levado ate o aeroporto chamando a atenção dela.

Virou o rosto, mas antes que pudesse reagir, com uma mão firme ele segurou seu queixo e com a outra pressionou um pano que cobriu seu nariz e boca.

O cheiro doce e enjoativo invadiu seus pulmões.

Ela tentou lutar, empurrar, gritar, mas o som morreu na garganta.

A visão escureceu em segundos, e o último pensamento antes de desmaiar foi o rosto de Dorian se afastando no saguão do aeroporto.

Longe dali, em algum ponto da mata, o helicóptero desceu suavemente em uma pista clandestina.

Dois homens a retiraram inconsciente e a colocaram em um carro preto.

No silêncio da floresta, um telefone tocou.

— Ela está conosco — disse a voz do piloto.

Do outro lado da linha, Natan sorriu, tragando o cigarro com calma.

— Excelente. Agora, o jogo pode começar.

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