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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 237

Quando Francine acordou, seu queixo foi puxado de uma vez para cima, e a primeira coisa que ela viu foi um celular quase entrando em seu rosto.

Por um segundo, pensou que estava sonhando, porque tudo ainda estava escuro, e havia apenas uma luz sobre ela que quase a deixava cega.

Mas o pescoço doía, o braço não se movia, e o ar cheirava a mofo. Então não era sonho.

Francine piscou algumas vezes, tentando entender o cenário.

Uma cadeira metálica. Um feixe de luz sobre ela. Escuridão ao redor.

Tentou mexer o pulso e ouviu o som seco do metal. Correntes.

Maravilha. Sequestrada.

"Olha só que glamour", pensou. “Às vésperas de realizar meu sonho de desfilar na Paris Fashion Week, eu viro protagonista de Cativeiro — o Filme. Que sorte a minha.”

Tentou puxar mais uma vez, em vão.

A cadeira não cedia.

Os tornozelos também estavam presos.

E foi aí que ela viu o homem que a acompanhara desde o aeroporto, o mesmo motorista educado de blazer, agora sem o sorriso e com o olhar frio, observando-a de frente.

Francine engoliu seco, mas manteve a expressão neutra.

O homem não disse nada. Apenas apoiou uma tesoura sobre uma mesinha diante dela. O som metálico ecoou pelo ambiente.

A mesma tesoura que aparecera no vídeo.

Ela o observou por baixo dos cílios, tentando parecer calma, o que era quase fácil, considerando que já enfrentara produtoras histéricas, stylists surtados e uma passarela mal montada quase desabando.

Comparado a isso, um sequestro parecia só um inconveniente com menos glitter.

— Vocês vão me matar ou é só um treinamento de paciência? — perguntou, a voz rouca, mas firme.

O homem nada respondeu.

Francine suspirou.

— Sério, moço. Se é pra me ameaçar, podia pelo menos servir um café. Eu acordo melhor com cafeína.

Um som de passos ecoou atrás dela.

Fortes, lentos, seguros.

Ela virou o rosto na direção da sombra que se projetava na parede, e um frio percorreu sua espinha antes mesmo de ver quem era.

A voz veio primeiro.

— Sempre tão espirituosa, Francine. Até mesmo em circunstâncias... desfavoráveis.

Ela o reconheceu de imediato.

Natan.

Ele se aproximou, saindo da penumbra, o rosto iluminado pela luz que antes era só dela.

O terno impecável, o sorriso irritante no canto da boca, agora multiplicado por mil em arrogância.

Francine o encarou, os olhos estreitando.

— Ah, ótimo. Então é você. Já tava achando que tinham me sequestrado por engano, tipo aqueles casos de confundir modelo com milionária.

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