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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 241

O som das hélices cortando o ar ecoava como um rugido constante, preenchendo cada silêncio que ainda restava entre os homens no helicóptero.

Dorian mantinha o olhar fixo na tela do celular, os olhos faiscando de raiva.

O vídeo terminava com o som seco da tesoura e os cabelos de Francine caindo em câmera lenta sobre o chão.

Logo abaixo, a mensagem brilhava em letras brancas, cruas, quase zombeteiras:

“O cabelo está acabando. O que eu devo cortar no próximo vídeo?”

— Desgraçado! — Dorian vociferou, apertando o celular com tanta força que parecia prestes a esmagá-lo. — Quando eu te pegar, Natan…

O segurança ao lado lançou-lhe um rápido olhar de canto, mas permaneceu em silêncio.

O chefe de segurança, um homem grisalho de expressão dura e olhar estratégico, inclinou-se um pouco para a frente.

— Senhor, estamos chegando à área onde o sinal do celular foi rastreado.

Dorian endireitou o corpo, o maxilar travado.

— Quero todos de olho — ordenou, a voz firme. — Procurem por qualquer galpão, qualquer estrutura isolada. Ele não pode ter levado ela muito longe.

Os seguranças se inclinaram, observando a paisagem que se estendia abaixo: o litoral de São Sebastião, salpicado de morros, estradas de terra e clareiras escondidas entre a vegetação.

— E o delegado? — Dorian perguntou, sem tirar os olhos da janela.

— Já foi notificado — respondeu o chefe de segurança. — Com a quantia que o senhor ofereceu, ele praticamente colocou a força policial inteira do litoral à disposição. Todos os agentes têm o rosto do Natan e as informações do veículo que ele pode estar usando. Se ele tentar fugir, não vai chegar longe.

Dorian assentiu, respirando fundo, tentando conter o impulso de ordenar que baixassem o helicóptero ali mesmo.

— Lá! — a voz de um dos seguranças rompeu o barulho das hélices. — Estou vendo um galpão, senhor! No meio daquela clareira, perto da encosta!

Dorian se inclinou, o coração acelerando.

Entre as árvores, a estrutura metálica se destacava, velha, isolada.

— Diogo, se aproxime — ordenou ele ao piloto. — Quero que me coloque o mais perto possível.

O piloto avisou, hesitante.

— Senhor, se chegarmos muito perto, eles vão ouvir as hélices. Podemos alertar os sequestradores. Vou precisar dar uma volta e encontrar um ponto de descida seguro.

Dorian pensou por um instante, cada fibra do seu corpo pedindo pra ignorar o aviso.

Mas ele sabia que um movimento precipitado podia custar caro.

— Tudo bem — respondeu, a voz grave. — Faça isso. Só não demore.

Enquanto o helicóptero começava a contornar a área, Dorian virou-se para o grupo.

— Quero todos prontos. Assim que tocarmos o solo, seguimos em formação. Ninguém dispara até eu dar ordem. Se Natan estiver lá, eu mesmo cuido dele.

Um breve silêncio tomou conta do helicóptero. O tipo de silêncio que antecede uma tempestade.

Dorian o fitou, gelado.

— Onde ela está? Natan está com ela? — perguntou, a voz grave e firme.

O homem tentou se justificar, tremendo:

— Eu… eu só recebo ordens, senhor. O Natan disse que ia voltar pra ele mesmo fazer o serviço…

— Então é isso — Dorian o interrompeu. — Vamos deixar o rato voltar pro esgoto.

Virou-se para o chefe de segurança:

— Avise a polícia local pra manter o perímetro fechado, mas sem sirenes, sem luz, sem alarde. Quero ele achando que ainda tem o controle da situação.

O chefe de segurança assentiu com um movimento rápido e começou a distribuir as ordens pelo rádio.

Todos adentraram a mata e Dorian os seguiu ajeitando a manga da camisa, o olhar fixo no galpão à frente com uma calma que era pura fachada. Por dentro, o sangue fervia.

Ele inspirou fundo, o ar denso de mata e metal enchendo os pulmões.

— Mantenham posição — disse, ajustando o colete e fechando o punho. — Ninguém entra até o meu sinal.

Deu um último passo à frente, a expressão endurecendo.

— Pode vir, Natan… — murmurou, num tom baixo e firme. — O que é seu tá guardado.

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