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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 242

O portão do galpão rangeu, quebrando o silêncio pesado do lugar.

O som metálico ecoou, cada estalo batendo como um tambor no peito de Francine.

Seu coração disparou.

Por um instante, pensou que o prazo tinha acabado, que aqueles seriam seus “48 segundos de fama” antes do fim.

A luz forte da manhã invadiu o galpão, e ela instintivamente fechou os olhos, piscando rápido, tentando enxergar através do clarão.

Tudo o que via era uma silhueta recortada contra o brilho, alta, firme, caminhando com passos decididos.

E então, quando a voz dele atravessou o ar, ela soube.

— Francine!

O ar finalmente voltou aos pulmões dela.

— Dorian… — a voz saiu num sussurro, quebrada entre o alívio e a descrença.

Ele correu até ela, atravessando o galpão como se o mundo inteiro tivesse deixado de existir.

Se ajoelhou na frente da cadeira e, sem hesitar, passou as mãos pelo corpo dela, o toque rápido e urgente, procurando por ferimentos, marcas, qualquer sinal de dor.

— Você tá machucada? — ele perguntou, a voz grave tremendo no limite do desespero contido.

Francine respirou fundo, tentando processar a enxurrada de emoções.

Mesmo ali, amarrada, bagunçada, com metade do cabelo cortado, conseguiu encontrar espaço para o sarcasmo.

— Já passou a mão em mim várias vezes, Dorian… mas nunca com tanta vontade.

Ele riu baixo, o riso vindo da alma, e a abraçou com força, como se aquele toque fosse a única forma de se certificar de que ela era real.

— Meu Deus, você não faz ideia do inferno que foram essas últimas horas.

— Imagino — ela respondeu, tentando disfarçar o tremor na voz. — Mas olha, sobrevivi. E, aparentemente, de visual novo.

Ele afastou uma mecha curta do rosto dela e sorriu, os olhos marejados.

— Continua linda.

Francine ergueu o queixo, um brilho malicioso nos olhos.

— É claro, eu sou maravilhosa de qualquer jeito.

O sorriso dele se alargou, e ele encostou a testa na dela por um segundo, respirando fundo, como se aquele simples gesto o colocasse de volta à vida.

— Vamos te tirar daqui — murmurou, pegando a chave do cadeado com mãos trêmulas.

O clique metálico soou como música.

As correntes caíram, e Francine moveu os pulsos devagar, sentindo o sangue voltar a circular.

Dorian se levantou de um pulo e virou-se para a equipe, que já aguardava na entrada.

— Entrem! Façam uma varredura. E levem ela para um local seguro.

Dois seguranças se aproximaram, ajudando Francine a se levantar.

Ela se apoiou brevemente em Dorian, que não largou sua mão nem por um segundo.

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