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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 244

O corredor do hospital cheirava a desinfetante e café requentado.

Francine já tinha perdido a noção das horas.

A última vez que olhou o relógio, eram quatro e pouco da manhã.

Agora, o sol se infiltrava pelas janelas, mas ela ainda estava com a mesma roupa, o mesmo corte de cabelo torto e os olhos fundos de quem não piscava desde a noite anterior.

Quando o médico apareceu no corredor, ela quase pulou da cadeira.

— Doutor! Ele vai ficar bem, não vai? — perguntou, com a voz trêmula.

O médico ajeitou os óculos no rosto, adotando aquele tom calmo que mais parece ensaiado.

— O senhor Villeneuve teve muita sorte. O impacto da explosão causou apenas ferimentos superficiais e uma leve concussão. Nada grave. O que preocupava era o trauma auditivo pela onda de choque, mas os exames iniciais mostram que ele vai se recuperar totalmente.

Francine suspirou, sentindo o corpo finalmente relaxar.

— Então ele vai acordar logo?

— É o que esperamos. Ele precisa apenas de repouso. — O médico sorriu, ajeitando o estetoscópio pendurado no pescoço — Ele é resistente.

“Resistente”, pensou ela, entre alívio e ironia.

Dorian era fanático por calistenia. Era de se esperar a resistência.

Ela agradeceu, e foi até a cantina buscar café, o primeiro gole decente nas últimas 24 horas.

O barulho dos passos ecoava no corredor quando ela ouviu o alvoroço.

Enfermeiras correndo.

Alarmes apitando.

Um bip contínuo vindo do quarto de Dorian.

O coração dela parou.

O café voou da mão dela, e Francine disparou pelo corredor.

— O que aconteceu?! — gritou, empurrando as enfermeiras no caminho. — Ele tava bem! Vocês disseram que ele tava bem!

As enfermeiras tentavam se organizar em volta do leito, algumas conferindo a máquina, outras chamando pelo médico.

Francine chegou ofegante, com o peito subindo e descendo em desespero, e foi então que viu Dorian, sentado na cama, completamente acordado, com os cabelos bagunçados e cara de quem não fazia ideia do caos que tinha causado.

Os fios e sensores estavam jogados no chão.

Ele olhou em volta, confuso.

— Que gritaria é essa?

Francine ficou parada na porta, sem conseguir decidir se ria, chorava ou dava um soco nele.

A enfermeira, ainda sem ar, respondeu:

— O senhor... arrancou todos os sensores do monitor cardíaco.

Dorian piscou, olhando para os fios espalhados.

Antes que ele pudesse inventar uma desculpa o médico entrou acompanhado de duas enfermeiras que pareciam prontas para uma operação de guerra.

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