Na manhã seguinte, Dorian passou as últimas instruções para a equipe de segurança e, pouco tempo depois, o médico voltou com o papel da alta nas mãos.
— Está oficialmente liberado, senhor Villeneuve — disse o médico, assinando os últimos documentos. — Mas lembre-se: nada de esforço físico, nada de trabalho e, de preferência, nada de drama pelos próximos dois dias.
— Nada de drama, prometo — respondeu Dorian com um sorriso cansado.
Assim que o médico saiu, um dos seguranças entrou carregando uma sacola de papel.
— Trouxemos umas roupas novas, senhor. As suas… — ele fez uma pausa constrangida — …não sobreviveram à explosão.
Dorian arqueou uma sobrancelha, curioso.
— E o que sobreviveu, afinal?
— A sua teimosia, pelo visto — Francine respondeu, rindo.
Ele pegou a sacola, abrindo para conferir o conteúdo.
Lá dentro, uma calça de linho bege, uma camisa de algodão branco e um par de tênis claros. Tudo simples, e de bom gosto, mas completamente fora do padrão Villeneuve.
— Calça de linho e tênis? — ele murmurou, divertido. — Acho que nunca vesti isso na vida.
— Pois é — disse Francine, com um olhar divertido. — A versão praiana do CEO está oficialmente estreando.
— Tô entrando no personagem — respondeu ele, ajustando a gola da camisa e se olhando no espelho. — Acho que posso me acostumar com essa vibe “rico em férias forçadas”.
Francine cruzou os braços, fingindo analisar.
— Falta só o drink na mão e um bronzeado de quem passa o dia pescando.
Ele sorriu, pegando a mão dela.
— A pousada deve ter os dois.
O carro os esperava na saída do hospital, e o caminho até a pousada foi silencioso, tranquilo, cheio de ar fresco e cheiro de mar.
Quando chegaram, o local parecia saído de um cartão-postal.
Chalés de madeira entre palmeiras, varandas com redes, e o som suave das ondas quebrando ao longe.
Na recepção, uma funcionária os recebeu com um sorriso caloroso.
— Sejam bem-vindos à Pousada Solaris. Temos serviços de spa, hidromassagem, massagens relaxantes e até aulas de ioga ao nascer do sol.
Francine piscou para Dorian.
— Olha aí, terapia de casal inclusa.
Ele retribuiu o sorriso.
— Tô dentro.
O quarto era amplo, com vista para o mar e uma banheira de hidromassagem posicionada estrategicamente diante das janelas abertas.
A brisa entrava leve, trazendo o cheiro salgado e um toque de liberdade que os dois pareciam ter esquecido como era.
Francine sentou-se na cama, pegando o cardápio do café da manhã que fora deixado sobre a bandeja.
— Pão francês, frutas tropicais e café passado na hora. Acho que posso me acostumar com isso.
— Eu também — disse Dorian, servindo duas xícaras e entregando uma a ela. — Finalmente, uma viagem que vale a pena.
Ela sorriu e se levantou.
— Eu vou tomar um banho na hidro.
Ele arqueou uma sobrancelha.
— Eu também.

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