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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 246

Na manhã seguinte, Dorian passou as últimas instruções para a equipe de segurança e, pouco tempo depois, o médico voltou com o papel da alta nas mãos.

— Está oficialmente liberado, senhor Villeneuve — disse o médico, assinando os últimos documentos. — Mas lembre-se: nada de esforço físico, nada de trabalho e, de preferência, nada de drama pelos próximos dois dias.

— Nada de drama, prometo — respondeu Dorian com um sorriso cansado.

Assim que o médico saiu, um dos seguranças entrou carregando uma sacola de papel.

— Trouxemos umas roupas novas, senhor. As suas… — ele fez uma pausa constrangida — …não sobreviveram à explosão.

Dorian arqueou uma sobrancelha, curioso.

— E o que sobreviveu, afinal?

— A sua teimosia, pelo visto — Francine respondeu, rindo.

Ele pegou a sacola, abrindo para conferir o conteúdo.

Lá dentro, uma calça de linho bege, uma camisa de algodão branco e um par de tênis claros. Tudo simples, e de bom gosto, mas completamente fora do padrão Villeneuve.

— Calça de linho e tênis? — ele murmurou, divertido. — Acho que nunca vesti isso na vida.

— Pois é — disse Francine, com um olhar divertido. — A versão praiana do CEO está oficialmente estreando.

— Tô entrando no personagem — respondeu ele, ajustando a gola da camisa e se olhando no espelho. — Acho que posso me acostumar com essa vibe “rico em férias forçadas”.

Francine cruzou os braços, fingindo analisar.

— Falta só o drink na mão e um bronzeado de quem passa o dia pescando.

Ele sorriu, pegando a mão dela.

— A pousada deve ter os dois.

O carro os esperava na saída do hospital, e o caminho até a pousada foi silencioso, tranquilo, cheio de ar fresco e cheiro de mar.

Quando chegaram, o local parecia saído de um cartão-postal.

Chalés de madeira entre palmeiras, varandas com redes, e o som suave das ondas quebrando ao longe.

Na recepção, uma funcionária os recebeu com um sorriso caloroso.

— Sejam bem-vindos à Pousada Solaris. Temos serviços de spa, hidromassagem, massagens relaxantes e até aulas de ioga ao nascer do sol.

Francine piscou para Dorian.

— Olha aí, terapia de casal inclusa.

Ele retribuiu o sorriso.

— Tô dentro.

O quarto era amplo, com vista para o mar e uma banheira de hidromassagem posicionada estrategicamente diante das janelas abertas.

A brisa entrava leve, trazendo o cheiro salgado e um toque de liberdade que os dois pareciam ter esquecido como era.

Francine sentou-se na cama, pegando o cardápio do café da manhã que fora deixado sobre a bandeja.

— Pão francês, frutas tropicais e café passado na hora. Acho que posso me acostumar com isso.

— Eu também — disse Dorian, servindo duas xícaras e entregando uma a ela. — Finalmente, uma viagem que vale a pena.

Ela sorriu e se levantou.

— Eu vou tomar um banho na hidro.

Ele arqueou uma sobrancelha.

— Eu também.

Ela abriu um olho, cansada mas sorrindo.

— É. Essa parte é a minha preferida.

Dormiram juntos em paz, sem barulhos, sem tensão, só o som do mar embalando o começo de uma nova fase.

O quarto estava completamente mergulhado na penumbra quando Dorian abriu os olhos.

Francine se mexeu ao lado dele, soltando um murmúrio sonolento.

— Que horas são? — perguntou, a voz arrastada, ainda meio presa ao sono.

Dorian virou o rosto, observando o cabelo curto dela espalhado no travesseiro, o rosto tranquilo, os lábios entreabertos.

— Não sei — respondeu com um sorriso preguiçoso. — E sinceramente, nem quero saber.

Ela abriu um olho, desconfiada.

— Você sempre quer saber as horas.

— Hoje, não. — Ele passou o braço por baixo dela, puxando-a mais para perto. — Hoje, o tempo pode parar.

Francine murmurou, quase dormindo de novo:

— Então tá. Se você quiser ficar mais um pouco agarrado, eu deixo.

— Só mais um pouco?

— Um pouco grande. Tipo... até amanhã.

— Negócio fechado — respondeu ele, apertando-a de leve contra o peito.

E assim, sem relógios, sem pressa e sem o peso do mundo sobre os ombros, eles voltaram a adormecer embalados pelo som do mar e pelo raro, doce luxo da paz.

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