Quando Francine acordou no dia seguinte, o sol já filtrava pelas cortinas, pintando o quarto em tons de dourado.
Ela soltou um suspiro satisfeito e apoiou a cabeça no peito de Dorian, ouvindo o ritmo tranquilo da respiração dele.
— A gente dormiu o dia inteiro, né? — murmurou, ainda meio sonolenta.
— Provavelmente. — Dorian riu baixo, a voz rouca de sono. — Mas pela primeira vez em semanas, dormimos bem. Sem helicóptero, sem sequestro, sem explosão.
— Nem celular. — Francine bocejou. — O meu foi sequestrado junto comigo.
— Melhor assim. — Ele beijou o topo da cabeça dela. — O mundo pode esperar mais algumas horas.
Francine sentou-se na cama, os cabelos desalinhados mal tocando nos ombros.
— Você tá muito romântico pro meu gosto, sabia? — provocou, tentando ajeitar o cabelo com as mãos.
— Deve ser o trauma — brincou ele. — Ou talvez o linho. Essas calças de praia têm um efeito zen em mim.
Ela deu uma risada abafada.
— Fala a verdade, você tá é gostando da vida de luxo à beira-mar.
— Talvez um pouco. — Ele passou os dedos pelas costas dela, traçando círculos lentos. — Mas o verdadeiro luxo é isso aqui.
— Isso o quê?
Ele a puxou pela cintura, deitando a cabeça no colo dela.
— Ficar abraçado com você sem ninguém tentando nos matar.
Francine passou a mão nos cabelos dele e o olhou com aquele sorrisinho malandro que ele conhecia bem.
— Nossa, que declaração linda, Villeneuve. Quase um poema.
— É que o romantismo vem fácil quando a mulher é linda — respondeu ele, com um tom provocante. — E quando a cama é boa.
Ela riu alto dessa vez.
— Você não tem jeito. — Levantou-se e caminhou até o espelho, olhando-se de lado. — Preciso avisar ao Pascal sobre o novo visual, antes que ele tenha um infarto.
Dorian se espreguiçou na cama, preguiçoso.
— Usa meu telefone, mas, por favor, não transforma essa manhã perfeita em reunião de trabalho.
Francine pegou o celular e discou.
Assim que Pascal atendeu, a voz dele veio alarmada do outro lado:
— Francine! Pelo amor de Deus, o que aconteceu com você? Dorian falou sobre um sequestro!
Ela sorriu de leve.
— Exageros, Pascal. Só um pequeno imprevisto com direito a cativeiro, correntes e um corte de cabelo de brinde.
— Mon Dieu! — ele exclamou. — O cabelo!
— Pois é, ficou curto. Mas combina com a nova fase, né? — ela respondeu, ajeitando os fios com os dedos.
— Curto? Curto quanto?

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