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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 249

O avião pousou pouco depois das seis da manhã, e Dorian ajeitou o casaco no ombro de Francine enquanto seguiam pelo terminal.

— Conseguiu descansar um pouco? — perguntou, a voz grave ainda rouca do sono.

Ela bocejou e esticou os braços.

— Eu dormi quase o voo inteiro, pra ser sincera. Voar de primeira classe ajuda, né? Se todo mundo tivesse travesseiros assim, ninguém brigava com ninguém.

Ele riu baixo, balançando a cabeça.

— Vou anotar isso pro manual da paz mundial.

Assim que saíram do aeroporto, o carro os levou até o hotel reservado por Dorian, um cinco estrelas com vista direta para a Torre Eiffel.

Quando o porteiro abriu a porta da suíte, Francine deu dois passos para dentro e parou.

O quarto era maravilhoso, com cortinas de linho branco balançando suavemente com o vento, o aroma sutil de lavanda no ar e móveis em tons claros, entre o bege e o dourado.

Mas nada disso realmente importava.

O que roubava o fôlego era a vista.

Da varanda, a Torre Eiffel se erguia majestosamente, dourada pela luz suave da manhã, como se tivesse sido pintada especialmente para aquele momento.

A estrutura imensa refletia o brilho do sol nascente, e o rio Sena cintilava ao fundo, atravessando entre os prédios de arquitetura impecável.

Francine deu um passo à frente, encostando as mãos no parapeito de ferro trabalhado, e soltou um suspiro quase reverente.

— Uau… — murmurou. — Parece até que a cidade resolveu me pedir desculpas por tudo que aconteceu.

Dorian se aproximou por trás, abraçando a cintura dela.

— "Desculpas"?

— É. — Ela sorriu de canto. — No meu primeiro dia em Paris, eu fui até a torre. Achei que ia amar. Mas... foi meio triste.

— Por quê?

— Porque pra onde eu olhava tinha casal se beijando, e eu só conseguia pensar em você. — Ela riu, meio envergonhada. — E o pior é que a gente tava brigado.

Dorian encostou o queixo no ombro dela, o olhar fixo na torre.

— Então a gente vai lá de novo. — disse. — Mas dessa vez, pra mudar essa lembrança.

Ela se virou, o sorriso se alargando.

— Promete?

— Prometo.

Dorian deslizou as mãos pela cintura dela, puxando-a para perto.

O beijo veio calmo no início, com um toque suave, quase um sussurro entre respirações, mas logo o corpo dele respondeu com a mesma saudade que os olhos denunciavam desde o aeroporto.

As mãos subiram pelo tecido leve do vestido dela, explorando com a urgência de quem já tinha feito repouso demais.

Francine sorriu contra os lábios dele, prestes a se render completamente, quando uma batida educada na porta os fez congelar.

— Serviço de quarto!

Ela suspirou, afastando-se com um meio sorriso.

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