O salão de Adrien era exatamente como ela lembrava: minimalista, branco e dourado, com cheiro de perfume caro e som ambiente francês.
Adrien a viu entrar e ergueu as sobrancelhas, teatral.
— Mon dieu, Francine Morais! — exclamou, colocando as mãos na cintura. — Você só me procura quando o mundo desaba, é impressionante. Eu devia cobrar por terapia, não por corte!
— E cobraria caro — ela respondeu, rindo. — Porque suas tesouras são mágicas.
— O que aconteceu com seus cabelos, ma chérie?
— Digamos que um idiota resolveu testar novas tendências de corte à força.
Adrien girou a cadeira dela, avaliando com olhos de artista.
— Hm... trauma a gente cura com estilo. Hoje você vai sair daqui uma mulher nova.
Francine apenas assentiu. Confiava nele mais do que em qualquer stylist do planeta.
Tesouras dançaram, fios caíram como seda, e pouco a pouco o corte revelou uma nova versão dela.
Quando terminou, girou a cadeira devagar.
Francine piscou.
O espelho refletia uma mulher diferente: o cabelo agora num short bob assimétrico, a nuca levemente aparente, as pontas da frente mais longas, com uma franja desfiada que caía naturalmente sobre os olhos.
Sofisticado, ousado, poderoso.
Adrien sorriu, satisfeito.
— Voilà! Uma mulher que viveu o caos e saiu dele mais poderosa.
Francine se levantou, olhando-se de todos os ângulos.
— Eu tô... incrível.
— Eu sei. — ele respondeu, com falsa modéstia. — E aposto que qualquer um vai concordar.
Quando ela voltou para o hotel, o sol já estava alto, aquecendo levemente o ambiente.
Assim que abriu a porta, Dorian levantou os olhos do notebook e ficou imóvel.
Francine se apoiou no batente, o novo corte enquadrando o rosto e os olhos faiscando divertidos.
— Bom... gostou?
Ele demorou alguns segundos pra responder.
— Uau... é pouco. Eu... — tossiu, recompondo o tom. — Acho que vou ter que contratar um segurança só pra manter os parisienses longe de você.
Ela sorriu.
— Eu sabia. Adrien nunca erra. A gente pode começar te contratando pra esse cargo. O que acha?
Dorian se levantou, caminhou até ela, e passou a mão de leve pelos fios curtos.
— Fechado. — Ele a puxou pela cintura, os olhos brilhando. — Mas aviso logo... esse segurança é extremamente ciumento.
Francine riu, puxando-o pelo colarinho.
— Ainda bem que eu adoro quando ele perde o controle.
Dorian a puxou para perto de uma vez, o beijo vindo quente, urgente, cheio da saudade acumulada nos últimos dias.

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