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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 251

Francine acordou pela manhã envolta nos braços de Dorian.

A respiração suave dele não lembrava em nada a respiração ofegante da noite anterior.

Ela sorriu sozinha, o coração leve.

“É o clima de Paris”, pensou.

Tentou se desvencilhar do abraço para levantar, mas sentiu o aperto dos braços dele aumentar levemente.

— Aonde vai, senhorita Morais? — murmurou, ainda de olhos fechados, a voz grave e sonolenta.

— Eu tenho um dia cheio, Villeneuve. — respondeu, saindo da cama e indo direto para o banheiro. — Preciso encontrar o Pascal pra tirar as novas polas, ou o mundo da moda vai achar que eu virei uma fã do corte ‘sequestrada chic’.

Dorian abriu um olho, preguiçoso.

— Você podia aposentar o título de modelo e virar roteirista. Sequestrada chic tem potencial.

Francine pegou a toalha e jogou nele.

— E você podia parar de ser preguiçoso e me acompanhar.

— Se isso incluir um banho com você, não precisa pedir duas vezes... — retrucou ele, já se levantando com aquele sorriso maroto.

Ela revirou os olhos, mas não conteve o riso.

Quando desceram, um táxi já os esperava na porta do hotel.

No caminho para a agência, Dorian parecia distante, o olhar perdido além da janela.

Os dedos tamborilavam discretamente sobre o joelho, o que Francine já sabia que era sinal de inquietação.

— Tá tudo bem? — perguntou, virando o rosto para ele.

Ele respirou fundo antes de responder.

— Eu só... não quero que você perca nenhum contrato por minha causa.

— Dorian… — ela suspirou. — A culpa não é sua.

— Natan só fez isso com você porque queria me atingir. Se eu não tivesse cruzado seu caminho...

— Aí eu nunca teria ido ao baile e nunca teria conseguido minha primeira chance na Montblanc. — completou, firme. — Então, faz um favor pra mim? Pára de achar que tudo é culpa sua. O único culpado disso tudo tem nome e sobrenome: Natan, o maluco.

Ele soltou um riso breve, passando o braço em volta dela nos poucos minutos do trajeto.

Pascal já os esperava na porta da agência, com uma taça de café expresso na mão e a expressão de quem avaliava uma obra-prima.

— Mon Dieu, Francine! — exclamou, dando uma volta em torno dela. — Esse cabelo... é arte! Adrien superou a si mesmo!

— Então minhas chances na PFW ainda estão vivas? — perguntou ela, divertida.

— Mais que vivas, ma chère! — ele ajeitou o colarinho com entusiasmo. — Vamos mostrar aos clientes a nova Francine. Forte. Misteriosa. Um pouco trágica, mas ainda assim impecável.

Ele a conduziu até uma varanda anexa inundada de luz natural, onde o fotógrafo já aguardava.

Enquanto ela posava, Pascal e Dorian se afastaram discretamente, conversando em voz baixa.

Francine tentou disfarçar, inclinando a cabeça para o lado conforme o fotógrafo pedia, mas a curiosidade a consumia.

“Esses dois tramando em francês... certeza que vem confusão por aí.”

Quando o ensaio terminou, ela se aproximou dos dois, cruzando os braços.

— Que tanto vocês cochicham aí?

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