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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 252

Francine saiu do banheiro vestindo um maiô elegante preto e um robe transparente que flutuava a cada passo.

— Vou descer um pouco pra piscina — avisou, prendendo o cabelo com um coque improvisado. — Você vem comigo?

Dorian levantou o olhar do notebook, e o ar entre eles pareceu mudar.

Por um instante, ele só observou o contraste do tecido preto com a pele clara, a delicadeza dos ombros, o jeito displicente com que ela o provocava mesmo sem tentar.

Um sorriso de canto curvou os lábios dele.

— A ideia de te ver toda molhada e com tão pouca roupa é tentadora — murmurou, fechando o notebook — mas ainda tenho alguns assuntos a resolver aqui.

Francine fez um biquinho dramático, cruzando os braços.

— Você é o único homem do mundo que recusa um convite desses, Villeneuve.

Ele deu uma risada curta.

— E você é a única mulher que sabe que pode me deixar maluco mesmo quando não tenta.

Ela se aproximou, o perfume suave misturando-se ao cheiro amadeirado que dominava o quarto.

— Então boa sorte com seus “assuntos importantes”. — disse, deixando um beijo leve nos lábios dele antes de sair.

Assim que a porta se fechou, o sorriso no rosto de Dorian desapareceu, substituído por aquela concentração fria e precisa que o tornava quem era.

Ele pegou o celular e ligou.

— Estou saindo agora — disse, em tom firme. — Nos vemos no Le Marais.

O restaurante Le Marais estava particularmente tranquilo naquela tarde.

Do terraço, via-se parte da cidade coberta por uma névoa dourada de fim de dia.

Pascal já estava lá, uma taça de vinho tinto à frente, quando Dorian entrou, impecável como sempre, mesmo sem gravata.

— E então? — Dorian perguntou, assim que o garçom se afastou. — Como foram as negociações?

Pascal fez uma pausa antes de responder, girando o vinho no copo.

— Francine perdeu apenas dois contratos, mas ainda conseguimos manter seis. — disse, com um ar satisfeito. — E considerando o estrago, isso é quase um milagre.

Dorian se recostou na cadeira e levou o copo aos lábios, saboreando o vinho antes de perguntar, num tom medido:

— Se você não mencionou nada, imagino que o contrato com a Maison Chevalier ainda esteja mantido, certo?

Pascal arqueou uma sobrancelha.

— Mantido, sim. Pelo menos até agora. Eles ainda estão avaliando o impacto do visual, mas não demonstraram intenção de recuar.

Um sorriso lento se formou no rosto de Dorian.

— Ótimo. Mas você conseguiu a autorização deles?

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