Quando Francine desembarcou em Paris com Malu a tiracolo, a cidade parecia ter ganhado um brilho diferente.
Não era como da primeira vez, quando chegou desiludida e sozinha, tentando se esconder da própria dor.
Nem como da segunda, quando o coração batia acelerado pela chance de realizar um sonho.
Dessa vez, Paris não era fuga nem conquista.
Era celebração.
As duas seguiam no carro que as levava do aeroporto até o hotel, e Malu, colada na janela, parecia uma criança em parque de diversões.
Os olhos saltavam a cada esquina, a cada cafeteria charmosa, a cada floricultura com buquês espalhados na calçada.
— Amiga, eu não tô acreditando que tô em Paris! — disse, com a voz embargada e um sorriso que não cabia no rosto. — Isso é loucura demais.
Francine riu, observando a reação da amiga.
— Você ainda não viu nada. Assim que tomarmos café no hotel, quero que veja a cidade de cima.
— Como assim? — Malu perguntou, virando-se curiosa.
— Vamos subir a Torre Eiffel. — respondeu, com naturalidade, como quem fala de uma padaria na esquina.
Malu levou as mãos à boca, chocada.
— A torre? A torre mesmo? A torre Eiffel de verdade?
— Tem outra? — Francine provocou, rindo. — Bem-vinda à França, madame Malu.
O carro seguiu pela Champs-Élysées, e o cenário parecia saído de um filme: o sol dourando os prédios históricos, o reflexo do Sena cintilando à distância, o trânsito suave de uma Paris que acordava elegante.
Quando o veículo contornou uma praça, o metal cintilante da Torre Eiffel surgiu inteiro diante delas, majestoso, imponente, quase surreal.
Malu encostou a testa no vidro.
— Meu Deus... é ainda mais linda do que nas fotos.
Francine sorriu, observando o entusiasmo dela, e por um instante o coração se apertou de alegria, dessa vez.
Porque agora, tudo que ela amava estava ali: a cidade dos seus sonhos, a melhor amiga e, dentro de poucas horas, o homem que mudou a vida dela.
— Malu — disse, baixinho —, daqui a alguns dias eu vou me casar. Aqui. Nesse lugar.
Malu virou-se devagar, os olhos marejados.
— E eu vou estar bem do seu lado. — segurou a mão de Francine. — Madrinha, assistente pessoal e emocionada profissional.
As duas riram juntas, e o carro parou diante do hotel, um edifício elegante de fachada creme e janelas floridas.
Francine puxou Malu pela mão, rindo.
— Anda logo, sentimental! O café da manhã desse hotel é praticamente uma experiência espiritual. Tem croissant que derrete na boca, crepe de frutas vermelhas, e um chocolate quente que parece abraço de francês.
— Abraço de francês? — Malu arqueou a sobrancelha, divertida. — E você falando assim me faz achar que tem experiência no assunto.

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