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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 266

A cabine reservada para Dorian era um contraste absoluto com o burburinho que tomava o restante do barco.

Ali dentro, tudo parecia calmo, organizado, com o perfume discreto de cedro e notas cítricas preenchendo o ar.

Ele estava sentado em uma poltrona de couro, a toalha quente repousando sobre o rosto enquanto o barbeiro ajustava os últimos detalhes em torno da barba.

— Mais curta, senhor Villeneuve? — perguntou o homem, meticuloso.

— Apenas aparada. — Dorian murmurou, a voz baixa, relaxada. — Ela gosta assim.

O barbeiro sorriu, compreendendo, e continuou o trabalho com precisão.

A lâmina desenhou o contorno do maxilar, deixando a barba curta e impecavelmente alinhada.

Nada exagerado, só o suficiente para destacar ainda mais os traços fortes e simétricos do rosto dele.

Quando a toalha foi retirada, Dorian abriu os olhos e encontrou seu reflexo no espelho.

Os olhos acinzentados, límpidos, estavam mais intensos do que nunca, talvez pela luz suave da janela, talvez pelas horas de ansiedade silenciosa que antecediam o momento mais importante da vida dele.

O cabelo castanho claro, penteado para trás com um movimento natural, parecia ter sido feito pelo vento de Paris, não por um profissional.

Ele respirou fundo.

Não era só sobre estar bonito.

Era sobre estar pronto.

Cassio apareceu na porta, batendo de leve como se invadisse um templo sagrado.

— Se continuar encarando o espelho assim, vai acabar se apaixonando por si mesmo. — provocou, entrando com o nó da gravata meio torto.

Dorian riu, discreto.

— Alguém precisa estar apresentável hoje.

— Ah, quanto a isso não precisa se preocupar — Cassio se aproximou, ajustando a própria gravata com pura indiferença. — Hoje ninguém vai olhar pra mim. Nem pra você. Vai ser tudo sobre a noiva mais comentada da França.

— E ainda bem. — Dorian sorriu de canto. — Ela merece isso.

No centro da cabine, a mesa já estava preparada para o ritual improvisado que Cassio insistira que eles tivessem "para relaxar": um bar pequeno com whisky, um balde com pedras de gelo… e um baralho.

— Poker? — perguntou Dorian, arqueando a sobrancelha.

— Poker. — Cassio ergueu o baralho. — A não ser que você prefira passar as próximas horas encarando a janela como um viúvo italiano.

Dorian deu um suspiro exagerado.

— Você j**a muito mal.

— E você só consegue pensar em como sua noiva vai estar da próxima vez que se encontrarem. Zero concentração, então... estamos empatados.

Os dois se sentaram, e o baralho deslizou pelas mãos de Cassio com uma facilidade que fazia parecer que ele praticava com frequência.

A partida começou.

— Nervoso? — Cassio soltou, mirando as cartas dele.

— Ansioso. — Dorian corrigiu. — Mas é um tipo bom de ansiedade. Diferente de tudo que já senti.

Cassio sorriu.

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