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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 272

Quando o celebrante se afastou e o beijo terminou, o convés explodiu numa salva de aplausos.

E então, como se o barco tivesse guardado a última surpresa, começou a cair do alto uma chuva leve de pétalas de rosa.

Rosas cor-de-chá, brancas e rosadas, lançadas pelos convidados com uma euforia quase infantil.

Francine riu ao sentir as pétalas tocando seus ombros e cabelos, o véu se misturando às flores.

Dorian segurou sua mão e a guiou para o caminho central, os dois atravessando o corredor entre amigos, familiares e algumas figuras importantes demais para serem nomeadas, mas que, naquele momento, eram só parte de um público derretido.

A cada passo, pétalas voavam, flashes se acendiam, e a expressão no rosto de Dorian era algo entre orgulho, encantamento e aquela admiração silenciosa que parecia crescer sempre que ela estava ao lado dele.

— Nem acredito que isso tudo é pra gente — Francine murmurou, apertando a mão dele.

— É pouco — ele respondeu baixinho. — Você merece mais.

O jantar havia sido preparado na parte de trás do barco: um salão amplo, cercado por janelas de vidro do chão ao teto, permitindo que a noite parisiense entrasse inteira, as luzes, o reflexo ondulado no Sena, a Torre Eiffel ainda piscando ao longe.

As mesas eram decoradas com arranjos minimalistas de orquídeas brancas, velas altas e talheres que brilhavam como se tivessem sido lustrados no mínimo três vezes.

Assim que os convidados chegavam, os noivos foram cercados imediatamente.

Primeiro, Denise.

Com aquele andar decidido, expressão orgulhosa e um batom impecável emoldurando o sorriso.

— Então… — ela disse, tocando o braço de Francine com um sorriso triunfal. — Agora você realmente conhece o Dorian, Francine. Eu não te disse? Era besteira fugir. Quando ele coloca algo na cabeça, ele insiste até conseguir.

Francine riu, meio sem graça, meio cúmplice.

— Eu percebi, Denise.

Ela lançou um olhar rápido para o marido, que observava a cena com ares de quem concordava silenciosamente.

Dorian franziu o cenho.

— Denise, você está fazendo parecer que eu teimo por esporte.

— Você teima por profissão. — Denise rebateu, dando tapinhas no rosto dele. — Mas hoje eu perdoo. Você foi lindo.

Francine engasgou rindo.

Logo depois, Adele e Pierre se aproximaram.

Adele já estava chorando de novo, porque aparentemente ela possuía um estoque infinito de lágrimas de alegria.

Pierre, por outro lado, mantinha aquela postura altiva que parecia um diplomata aposentado, até o segundo em que abriu um sorriso enorme para os dois.

— Minha menina… — Adele disse, puxando Francine num abraço apertado. — Você estava tão linda. Tão… radiante.

Francine devolveu o abraço com carinho.

Pierre então se virou para Dorian, estreitou os olhos por um momento teatral e anunciou:

— Ela é como uma filha pra nós, sabe? Então… cuide bem. Ou vai enfrentar uma segunda Revolução Francesa.

Alguns convidados próximos explodiram em risadas. Dorian ergueu as mãos em rendição.

— E pra você, meu caro Villeneuve… parabéns por finalmente entender que amor não cabe numa planilha. Que viver é risco. Que essa mulher é a melhor escolha que você já fez.

Francine apertou o braço de Dorian.

Cassio sorriu, emocionado.

— Então… aos noivos. Ao caos que virou casa. À ordem que virou riso. À vida que agora é a soma perfeita de duas histórias completamente improváveis. Saúde!

As taças se ergueram, um cristalino coletivo ecoou pelo salão, e o barco pareceu brilhar mais um pouco.

O jantar seguiu leve, elegante, cheio de risadas e histórias, uma mistura perfeita de formalidade com a espontaneidade que Francine arrastava para qualquer lugar.

Pratos delicados, sobremesas brilhantes, o Sena correndo ao redor deles como um cenário vivo.

Aos poucos o barco aproximou-se lentamente do cais.

Convidados se despediram entre abraços, flashes, promessas de reencontros.

Denise abraçou os dois novamente antes de sair.

Adele chorou mais uma vez. Pierre cumprimentou Dorian como se passasse um bastão invisível de responsabilidade honrada.

Em seguida, Cassio e Malu se aproximaram, ou melhor, Malu veio praticamente flutuando, equilibrando o salto como uma girafa recém-nascida glamourosa.

Francine se preparou para o drama com um sorriso torto.

— Lá vem...

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