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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 276

A cabeça de Malu ainda parecia um tambor velho sendo golpeado por uma banda marcial invisível quando ela atravessou a porta do elevador.

Com passos lentos e óculos escuros enormes cobrindo metade do rosto, ela adentrou o salão.

Seu look matinal era um contraste total com o traje da noite anterior: um vestidinho confortável, um casaquinho leve e o andar de quem estava a duas tossidas de implorar por soro fisiológico.

E o pior: ela ainda não tinha decidido se deveria mandar mensagem para Francine… ou fingir que nada tinha acontecido e esperar a amiga voltar da lua de mel.

— Imagina eu mandando: “Fran, acordei pelada com o Cassio no quarto, help”. — ela resmungou baixinho enquanto caminhava até o buffet de café. — Não, né? A mulher casou ontem, por Deus…

Respirou fundo.

O salão estava cheio de estrangeiros sorrindo, conversando, rindo alto, gesticulando com taças e croissants.

Nada fazia sentido. Nenhum som parecia familiar.

Ela pegou um prato, colocou qualquer coisa que parecia comestível e se jogou numa mesa num canto.

Encostou o cotovelo e massageou a têmpora.

— Que ideia brilhante ficar dias extras em outro país sem saber a língua e sem uma alma viva pra traduzir um mísero “bom dia” — murmurou.

Puxou a bolsa, revirou os itens até encontrar o pequeno livrinho azul: "Frases essenciais em francês para turistas iniciantes", que Francine havia deixado no quarto.

Deu uma garfada na fatia de bolo que havia se servido e abriu o livrinho numa página aleatória.

— Será que eu consigo me virar só com isso? Como que a Francine conseguiu, meu pai? Essa menina tem pacto…

Virou a página.

— “Como chegar à estação de metrô mais próxima.” — ela leu. — Amor, eu não consigo nem pedir açúcar. Estação de metrô é sonho distante.

— Falando sozinha?

A voz veio do lado, e ela gelou por um instante.

Malu engoliu seco.

Ela não precisava levantar os olhos para saber. A voz já denunciava.

O cheiro de pós-banho também. E a presença dele… Bom, aquilo simplesmente ocupava espaço.

Cassio puxou a cadeira e se sentou à mesa sem pedir permissão.

Camisa polo vinho, calça jeans escura, impecável, cheiroso, cabelos úmidos penteados para trás, braços fortes à mostra, e um perfume masculino leve que destruiu qualquer migalha de dignidade que restava nela.

Malu quase perdeu o equilíbrio interno.

— O que você ainda tá fazendo aqui? — ela perguntou, fingindo não estar quase babando nele. — Achei que tinha ido embora.

Cassio deu uma risadinha curta e provocativa antes de levar a xícara de café à boca.

— Caso você não saiba, eu também estou hospedado aqui. — Ele apoiou o braço na mesa com naturalidade irritante. — Dorian reservou um andar inteiro para os convidados. Sabe como é… segurança, logística… essas coisas que você ignora quando tá ocupada fugindo de mim.

Malu revirou os olhos tão forte que quase viu o cérebro.

— Queria ser francesa agora. Só pra você não conseguir se comunicar comigo.

Cassio não perdeu um segundo.

Ele inclinou o corpo para frente, o cotovelo sobre a mesa, baixou a voz e disse, com sotaque perfeito:

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