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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 279

Dois dias depois, Malu desembarcava no Brasil com uma certeza absoluta: precisava alugar um apartamento.

Não que Dorian e Francine não a quisessem mais na mansão.

Mas ela… ela simplesmente sentia que não fazia mais sentido.

Talvez fosse Paris. Talvez fosse o elevador. Talvez fosse Cassio sussurrando coisas perigosamente memoráveis. Talvez fosse só maturidade.

Ou talvez um misto de tudo isso.

Pela primeira vez na vida, Malu sentia necessidade de privacidade. De ter a própria porta. O próprio teto. O próprio silêncio.

Assim que chegou à mansão, nem desfez a mala.

Passou direto pela cozinha, tirou os sapatos assim que entrou no quarto e já ligou para um amigo corretor.

— Separa umas opções pra mim. Urgente — disse, enquanto andava pelo quarto que já não parecia seu.

No dia seguinte, descansada da viagem e com café reforçado no estômago, Malu partiu em busca do novo endereço.

Andou por bairros estranhos, edifícios que pareciam ter sobrevivido a guerras, apartamentos com cheiro de mofo, janelas tortas, paredes tristes, cubículos que mal poderiam ser chamados de casa.

Cada lugar pior que o anterior.

O sol já começava a cair, o calor diminuía e Malu via seu nível de esperança cair junto.

— Acho que hoje não vai rolar — ela suspirou, abrindo a janela do carro para deixar o vento bater no rosto.

O corretor olhou pelo retrovisor e deu um sorriso misterioso.

— Calma. Guardei um por último. Não estava no orçamento que você disse, mas não é nada impossível. Só… um pouco mais.

— Um pouco mais quanto? — ela estreitou os olhos.

— Um pouco mais “vale a pena” — ele respondeu, enigmático. — Os donos estão indo embora do país, então os móveis vão ficar.

Malu ergueu uma sobrancelha, curiosa e cansada.

E foram.

O prédio parecia uma pequena joia escondida no meio da cidade: portaria privativa, saguão iluminado e impecável, piso brilhando, um jardim com banquinhos, flores e até um pequeno chafariz branco que fazia um som relaxante.

— Meu Deus… — Malu murmurou. — Isso existe mesmo ou vocês renderizam em 3D pra atrair cliente?

O corretor riu.

— Espera até ver o apartamento.

Ela sentiu o coração amolecer.

Ao subir para o apartamento, a surpresa foi completa.

O lugar era… perfeito.

— Denise… — Malu fechou o contrato e respirou fundo. — Eu não trabalho mais nessa mansão. Sou assistente da Francine, não funcionária daqui. Não faz muito sentido eu ficar 24 horas dentro dessa casa. Acho que tá na hora de ter meu lugar.

Denise sentiu o peito apertar. Anos e anos vendo Malu correr pelos corredores, cozinhar, sorrir, crescer.

Mas ela não questionou. Apenas se aproximou e a abraçou com carinho.

— Vou sentir falta do seu tempero — murmurou.

— Eu vou sentir falta de tudo — Malu respondeu com um sorriso suave.

No dia seguinte, ela saiu da mansão com duas malas grandes, uma mochila e um sorriso que iluminaria um quarteirão inteiro.

Passou pela portaria do novo prédio de cabeça erguida, como quem entra em um capítulo completamente novo da própria história.

Seguiu para o elevador com o coração palpitando tão alto que parecia música de fundo.

O visor indicava que o elevador estava parado lá no alto, na cobertura, no 24° andar.

Ela esperou. E esperou. E esperou mais um pouco.

Quando finalmente as portas se abriram, Malu deu um passo pra frente…

…e quase caiu pra trás.

— Cassio?!

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