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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 280

O elevador ainda nem tinha terminado de abrir por completo quando Cassio inclinou levemente a cabeça, analisando Malu como quem acaba de encontrar uma coincidência boa demais para desperdiçar.

O sorriso dele veio lento, travesso, com aquela confiança irritante que parecia vir instalada de fábrica.

— Está me seguindo? — ele provocou, inclinando levemente a cabeça, como quem saboreia a pergunta.

Malu arfou, indignada.

— Claro que não! — Malu rebateu na hora. — Você é que tá! O que você tá fazendo aqui?

Cassio deu um passo pra fora do elevador, como se estivesse entrando no próprio território.

— Eu moro aqui.

As portas se fecharam atrás dele com um ding suave, deixando-a ali, paralisada, segurando as malas como se fossem escudos contra a informação absurda que tinha acabado de receber.

Ela piscou.

Cassio continuou olhando para ela, divertido, os olhos descendo até as malas enormes ao lado dela.

— Está de mudança? — ele perguntou, com aquela naturalidade que deixava ela inquieta. — Vejo que agora você é oficialmente minha vizinha.

— Não é possível… — Malu ajeitou a alça da mala, envergonhada e ainda processando tudo. — Eu só queria alugar um cantinho pra mim.

Cassio sorriu. Lento. Confiante. Vitória estampada no rosto.

— Isso merece uma comemoração. — Ele levantou a mão, como quem anuncia algo óbvio. — Às 20h, eu levo o champanhe.

Ela arregalou os olhos.

— Como assim? Você nem sabe em que apartamento eu estou!

Cassio ergueu uma sobrancelha, metido.

— Claro que sei. 302. O único disponível para locação.

Malu ficou incrédula. Literalmente com a boca entreaberta.

— Mas… como você…?

— Informação privilegiada. — Ele piscou. — Passo muito tempo conversando com o síndico. O homem é um ótimo parceiro de xadrez.

— Você j**a xadrez? — Malu perguntou, confusa.

— Jogo melhor do que você fala francês.

Malu mordeu o lábio para não rir e não estrangular ele ao mesmo tempo.

Cassio olhou o relógio.

— Bom, eu tenho que ir trabalhar — anunciou, já andando em direção à portaria. — Até mais tarde. Ah, e seja bem-vinda.

A forma como ele disse aquilo, simples, com a voz baixa e firme, deixou o coração dela completamente desgovernado.

Quando ele atravessou a portaria e desapareceu do campo de visão, Malu continuou parada no mesmo lugar.

Um. Dois. Três segundos.

Até que finalmente recobrou a consciência e apertou o botão do elevador outra vez, quase tropeçando nas próprias malas.

— Não… não… isso não pode estar acontecendo — murmurou, entrando no elevador com a mão na testa, sentindo as bochechas queimarem.

Na cozinha ela percebeu outro detalhe: não tinha absolutamente nada na geladeira além de um limão esquecido do último morador.

— Não posso começar a vida assim — ela resmungou. — Não é por ele. É organização. Maturidade. Vida adulta.

Pegou a bolsa e desceu até o supermercado da esquina.

Lá dentro, escolheu coisas “básicas”: queijo brie, presunto parma, salame italiano, geleia artesanal, azeitonas especiais e uma caixinha de biscoitos importados.

— Isso aqui… — ela murmurou, colocando tudo no carrinho. — É só pra não ficar com fome. Nada demais. Bandeja de frios é comida prática. Autossuficiência. Independência.

De volta ao apartamento, tomou um banho demorado, o tipo que relaxa até os pensamentos.

Quando saiu, enrolada na toalha, abriu a mala e olhou suas roupas.

Uma camiseta velha? Um pijama gostoso? Ou…

Um vestido leve, confortável, bonito na medida ideal, aquele que por algum motivo ela quase nunca tinha usado.

Ela pegou o vestido.

— É só porque é fresquinho — justificou. — O tecido respira. E eu quero conforto. Só isso.

Claro.

Secou o cabelo, passou um hidratante com cheiro de baunilha e gloss nos lábios “só porque estava ressecado”.

Arrumou a bandeja de frios na mesa da sala. Tudo perfeitamente simétrico. Ajeitou mais uma vez as almofadas. Olhou no espelho.

E respirou fundo.

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