Entrar Via

Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 283

Francine chegou no apartamento de Malu no meio da tarde, usando óculos escuros enormes, uma bolsa de grife pendurada no braço e uma energia de quem precisava urgentemente despejar fofoca.

Bateu na porta três vezes, com o ritmo de quem exige entrada imediata.

Malu abriu.

— Graças a Deus! — Francine entrou sem pedir permissão, tirando os óculos. — Eu precisava vir antes que eu explodisse. Sério.

Malu riu, fechando a porta.

— Você tá com cara de quem viu um fantasma.

— Não, pior — Francine jogou a bolsa no sofá. — O novo cozinheiro do Dorian.

Malu ergueu a sobrancelha.

— Ué, ele cozinha mal?

— NÃO! Cozinha bem até demais! — Francine jogou as mãos no ar. — Mas… não tem o tempero da minha Maluzinha. — Ela agarrou o rosto da amiga com um exagero dramático. — Não tem o toque, não tem a alma, não tem o… como que fala? O amor de cozinheira fodida da vida.

Malu gargalhou.

— Obrigada pelo “fodida da vida”.

— Você entendeu!

As duas riram.

A energia na sala era de reencontro, bagunça, saudade, amor e zero julgamento.

Francine já estava abrindo os armários.

— Nossa, sua casa é tão lindinha! Aquela vista da rua… eu moraria aqui fácil. Mas antes de qualquer outra coisa: cadê o bolo?

— Tô assando. — Malu apontou para o forno. — Mas você quer café?

— EU QUERO COMIDA DA MALU! — Francine bateu no balcão como se fosse uma juíza decretando sentença divina. — Aquele homem pode cortar legumes em ângulo perfeito, mas não tempera uma carne como você tempera. É uma ofensa ao universo.

Enquanto Malu servia café e cortava uma fatia do bolo quentinho, Francine continuou:

— Eu tive saudade da sua comida. E de você. — Depois completou, zombeteira — Mas aparentemente você teve companhia gastronômica em Paris, né?

Malu bufou.

— Não começa…

— Ah, vou começar SIM! — Francine endireitou a postura, olhos brilhando. — O Cassio me contou que te levou pra passear.

— Me levou pra andar! — Malu corrigiu. — Andar não é se envolver emocionalmente!

— Andar com ele é praticamente assinar a certidão de caos! — Francine deu um gole no café. — E esse café tá melhor do que o da mansão, droga…

Malu suspirou.

— Foi só uma volta no jardim. Ele me salvou de um motim francês. Longa história.

— Eu quero detalhes — Francine insistiu. — Inclusive sobre o beijo.

Malu quase derrubou a xícara.

— Quem… quem disse que teve beijo?!

Francine ergueu a sobrancelha como quem diz “por favor”.

— Eu sou sua amiga, não sou idiota.

Malu colocou água pra ferver, sorrindo.

— A gente conversou… viu a vista… brindou…

— E?

— E ele me beijou.

Francine bateu as duas mãos na mesa.

— EU PERDI TUDO! — gritou. — O CASAL DO ANO SE FORMOU E EU NÃO TAVA PRESENTE.

— Calma! — Malu segurou o riso. — Eu expulsei ele em seguida.

Francine congelou.

— Você o quê?

— Eu entrei em pânico! — Malu colocou as mãos no rosto. — O beijo foi… muito beijo. Muito MESMO. E eu fiquei “ahhh!”, sabe? E tirei ele daqui como se estivesse expulsando um demônio.

— Pelo amor de Deus, Malu… — Francine balançou a cabeça, rindo. — Você é uma novela inteira sem intervalos.

— Eu sei.

— E o Cassio? — Francine perguntou. — Reagiu como?

— Mandou mensagem hoje cedo. Aquela frase cafajeste de “depois dessa vista vou trabalhar melhor”.

Francine gritou.

— ELE TÁ TE QUERENDO, MALU! Esse homem tá DELIRANDO em você! Vocês moram no MESMO prédio! É destino!

Malu revirou os olhos, mas o sorriso não deixava negar.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras