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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 285

Dois dias depois, Francine e Malu embarcaram para São Paulo para uma semana de compromissos que já começava antes mesmo de aterrissarem.

O voo estava cheio, turbulento o suficiente para irritar qualquer pessoa normal, mas Francine parecia especialmente tensa.

— A última vez que eu voei pra São Paulo… — ela comentou, colocando o cinto com força exagerada — foi pra ser sequestrada pelo Natan.

Malu imediatamente fez o sinal da cruz.

— Francine, pelo amor de Deus, não fala o nome desse estrupício aqui dentro desse avião! Vai que ele ressuscita?

Francine riu, mas não completamente.

— Eu sei, eu sei… mas não consigo evitar lembrar.

— Pois trate de evitar. — Malu cutucou o braço dela. — Aquele traste foi direto pro espaço sideral e nunca mais volta. Agora essa viagem aqui tem gosto de volta por cima.

Francine relaxou os ombros.

— É… tem mesmo.

A semana seria pesada: campanhas para duas marcas grandes, ensaio fotográfico editorial, uma entrevista dupla com uma revista de comportamento e, pra fechar, um desfile no final de semana.

Era muita coisa, mas Francine adorava estar em movimento.

Ou pelo menos… costumava.

Depois de se instalarem no hotel, ambas decidiram aproveitar a tarde livre para fazer compras.

Francine estava determinada:

— Você tem muito estilo, Malu. Mas estilo de "vou seduzir e não é intencional". Precisamos de algumas peças profissionais, mas que ainda deixem você com essa sua… aura.

— Aura? — Malu riu. — O que eu tenho é bunda e peito, Francine.

— Exato! — Francine abriu os braços. — É preciso respeitar o conjunto da obra.

Começaram pelas lojas de grife, mas algo curioso aconteceu.

Na segunda loja, Francine fez uma careta.

— Você tá sentindo isso?

— O quê? — Malu perguntou, ajustando uma blusa.

— O cheiro. Tá forte demais. Parece perfume barato.

Malu cheirou o ar. Nada.

— Não tô sentindo nada, amiga.

Elas seguiram para outra loja.

Cinco minutos depois, Francine recuou como se tivesse sido atingida por um odor invisível.

— MEU DEUS! O cheiro da praça de alimentação tá chegando aqui!

— Francine… — Malu segurou o riso. — A praça de alimentação fica DOIS ANDARES pra baixo.

— Então por que eu tô sentindo o cheiro de cebola?!

Malu cruzou os braços e a encarou com um sorrisinho torto.

— Porque você tá ficando doida.

— Eu só tô com o nariz sensível, ora. — Francine resmungou. — Deve ser esse shopping abafado.

Malu deixou pra lá, mas uma pulga ficou atrás da orelha.

Depois de horas circulando com sacolas, as duas voltaram para o hotel.

Enquanto guardavam as compras, Malu lembrou:

— Amanhã sua agenda começa cedo. Primeira campanha é às 9h, então vou te acordar às 7h.

— Pode deixar. — Francine disse, confiante. — Eu tô tão acostumada a acordar com o sol que vou estar pronta antes de você.

No dia seguinte, porém… O despertador tocou às 7h.

Malu abriu os olhos na mesma hora e percebeu que Francine estava imóvel, completamente entregue ao sono.

— Ué? — Malu sussurrou. — Isso não é normal.

Aproximou-se da cama, empurrou de leve o ombro da amiga.

Nada.

A agenda foi tão puxada que, ao final da tarde, Francine estava visivelmente exausta.

— Eu tô morta — ela admitiu, jogando-se no banco de trás do carro. — Socorro. Me enterra aqui.

— É só a correria — Malu disse, ajeitando o cinto dela. — Quando voltarmos pra casa, vou marcar uma bateria de exames pra você. Só pra garantir que essas dietas malucas de modelo não ferraram com sua saúde.

— Marque. — Francine respondeu, sem abrir os olhos. — Aceito.

O desfile no sábado foi o ápice da semana.

Francine brilhou, como sempre, mas não tentou esconder o esgotamento quando terminou de caminhar pela passarela.

— Eu nunca fiquei tão cansada na minha vida — ela murmurou, respirando fundo. — Nem quando eu tinha 17 anos e comia só salada por uma semana inteira.

Malu tocou a testa dela, preocupada.

— Você não tá quente.

— Tô é morta — Francine rebateu. — Só isso.

— Assim que voltarmos, exame marcado. Sem discussão.

— Tá bom, doutora Malu.

Quando finalmente chegaram em casa, as duas estavam destruídas, mas unidas na sensação de dever cumprido.

No estacionamento em frente ao apartamento de Malu, ainda dentro do carro, Francine abraçou a amiga de lado.

— Obrigada por essa semana. De verdade.

— Sempre — Malu sorriu.

— Agora a gente precisa organizar o aniversário do Dorian — Francine lembrou, beijando a bochecha da amiga. — E eu prometi que ia passar aqui amanhã, então se prepara.

— Já vou começar a planejar.

Francine sorriu… e bocejou.

— Boa noite, amiga.

— Boa noite.

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