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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 290

A respiração de Malu estava quente, presa na garganta.

O corpo inteiro vibrava como se tivesse sido ligado direto na tomada.

E Cássio, colado nela, olhando como se esperasse apenas uma palavra para incendiar o apartamento inteiro.

Ela fechou os olhos, sentiu a mão dele firme em sua cintura, o cheiro dele, a boca dele tão perto…

E falou baixo.

Baixinho demais para o juízo sobreviver.

— …só uns minutinhos.

Cássio sorriu.

Não um sorriso comum.

Um sorriso vencedor, lento, cheio de “eu sabia”.

Antes que Malu pudesse pensar nas consequências, ele passou o braço atrás das coxas dela, ergueu-a no ar com facilidade absurda e a levou até o sofá, sentando-se com ela no colo, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.

Malu, ofegante, ficou ali, sentada no colo dele, sentindo as mãos dele firmes na sua cintura, o peito dele subindo e descendo devagar sob a camisa escura.

“Eu tô mesmo fazendo isso? Eu tô realmente fazendo isso?”

Um sorriso escapou, involuntário, suave, denunciando tudo que ela tentava esconder.

Cássio viu.

E reagiu imediatamente.

Posicionou a mão na nuca dela e puxou devagar, trazendo o rosto dela para o dele, e a beijou.

Um beijo quente, lento, profundo. Não era fome, era degustação.

Saboreava cada milímetro, cada suspiro que ela deixava escapar, cada tremor que percorria a espinha dela.

Malu deslizou os dedos pelos cabelos dele, sentindo a textura macia, a nuca quente, o modo como ele se inclinava mais quando ela tocava daquele jeito.

Ele a puxou mais para perto, colando o corpo dela ao dele num encaixe perigoso.

Ela deslizou a mão pelo braço dele, e o músculo tensionou sob seu toque.

Era duro, forte, definido.

Veias levemente marcadas subiam pelo antebraço até desaparecer perto do cotovelo.

Aquilo fez o pulmão dela falhar.

Precisando respirar, ela afastou o rosto dele com um leve puxão no cabelo, aquele tipo de gesto que mistura provocação com entrega.

O canto da boca dele subiu sozinho, exatamente aquele cantinho que Malu conhecia bem demais e tentava não olhar.

Mas olhou.

A boca dele estava mais cheia, mais vermelha.

E ele parecia prestes a rir, o riso de um homem que adora ser puxado, dominado, provocado… e que devolve tudo em dobro.

— Ah, é assim? — ele murmurou.

Ele devolveu o puxão.

Suave.

Mas firme o suficiente para arrepiar ela dos tornozelos até a nuca.

O pescoço dela ficou completamente exposto.

E Cássio aproveitou.

A boca dele desceu devagar, lenta, quente, explorando a lateral do pescoço dela.

Beijou ali.

Depois abaixo.

Depois no ponto onde o ombro encontrava a clavícula, um beijo mais demorado, mais cheio de intenção, fazendo ela suspirar com o corpo inteiro.

O beijo então desceu para o colo dela, com uma reverência quase devota.

As mãos dele subiam pelas costas dela, entrando por baixo da blusa, explorando cada centímetro de pele.

O corpo de Malu derretido sobre o dele, prestes a deixar o sofá virar cenário de perda de juízo completo.

Cássio ainda estava lá.

Exatamente no mesmo lugar.

Sentado no sofá, uma mão no cabelo bagunçado por ela, a respiração pesada, e a expressão de quem tinha acabado de perder uma guerra muito difícil, ou quase ganhar.

Ele levantou os olhos devagar, como se estivesse vendo uma miragem.

Malu segurou o pacote com uma mão, jogou as chaves na bancada e falou no modo general:

— Sem tempo pra drama. Bora, bora, bora.

Começou a juntar as decorações, puxando uma fita daqui, ajeitando flores dali, fingindo que seu corpo não estava queimando vivo.

— Trabalhar, Cássio. Anda.

Ele piscou, ainda tonto do impacto dela.

— Achei que a gente… — ele buscou ar — …tava num momento.

— Estávamos — ela respondeu bruscamente. — Agora estamos atrasados.

Cássio passou a mão pelo rosto, ainda tentando se recompor, ainda sem acreditar que aquela mulher o parava no auge do beijo.

Malu colocou o pacote de Francine em cima da mesa e se virou para ele com um sorrisinho malicioso.

— Se tiver bom comportamento até o fim da festa…

Ela deu um passo para perto, inclinou o rosto, quase encostando o nariz no dele.

— …ganha presentinho de agradecimento.

O sorriso que tomou o rosto de Cássio foi devagar, predatório, satisfeito de um jeito que queimou a espinha de Malu de cima a baixo.

— Então eu vou ser o homem mais bem comportado dessa cidade — ele disse, a voz grave, quente, carregada de fantasias.

Malu se virou antes que sua sanidade derretesse de vez.

Mas o estrago estava feito.

Nos dois.

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