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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 291

Com a arrumação praticamente pronta, Malu deu dois passos para trás, avaliando a decoração como quem checa os últimos detalhes de uma missão secreta.

— Pronto — ela disse, limpando a testa com o dorso da mão. — Agora eu vou tomar um banho. Se eu for receber convidados com cheiro de desinfetante, a Francine me mata.

Cássio cruzou os braços, olhando para ela com aquele sorriso de quem nunca está 100% comportado.

— Quer ajuda pra lavar as costas?

Malu quase engasgou com a própria saliva.

— Óbvio que não! — rebateu rápido demais.

Ele ergueu a sobrancelha.

— Isso foi um “não” muito desesperado.

— Vai montar os guardanapos! — ela ordenou virando as costas, tentando esconder o riso.

Ele apenas deu um sorriso sacana, aquele cheio de “você quer, mas tá fugindo”, e voltou a arrumar as taças.

Malu fechou a porta do banheiro e respirou fundo.

O coração ainda estava acelerado do beijo, do intervalo, da quase perda total de juízo.

Ela entrou no chuveiro e deixou a água quente escorrer pelas costas, imaginando sem querer, mas querendo, as mãos de Cássio ali.

Nas costas.

No quadril.

No pescoço.

— Ai, meu Deus… — murmurou, encostando a testa no azulejo. — Se comporta, Malu.

Mas ela saiu do banho outra mulher.

Abriu o armário, pegou o vestido que havia comprado na última viagem com Francine: preto, curto, mas elegante.

Decote triangular que valorizava os seios, costas livres, cintura marcada, saia fluida que acompanhava a curva do quadril.

Perigoso sem vulgaridade.

O tipo de vestido que deixaria Cássio sem ar por uns três minutos inteiros.

No quarto, ela fez um rabo de cavalo baixo, com algumas mechas soltas que emolduravam o rosto de um jeito suave e sensual.

Passou um perfume floral-amadeirado no pescoço, nos pulsos, atrás das orelhas.

Pronta para virar o juízo de qualquer homem. Principalmente o dele.

Quando ela saiu do corredor, Cássio estava organizando as últimas luzes na parede.

Ele virou.

E parou.

Os olhos percorreram o vestido, o cabelo, os ombros, o decote…

Depois voltaram para o rosto dela, como se não acreditasse no que estava vendo.

— …uau.

E Malu mordeu o lábio inferior tentando não sorrir como uma boba.

— Não começa — ela avisou. — Vai estragar minha concentração.

— Você acha mesmo que alguém nesse planeta vai conseguir se concentrar com você vestida assim?

Ela virou rápido, antes que caísse de novo no feitiço dele.

O celular vibrou com uma mensagem de Francine.

“Estamos chegando!”

Malu digitou “ok”, avisou ao porteiro para liberar e abriu a garrafa de vinho que Francine havia deixado lá durante a semana.

Pegou duas taças e levou para a sala.

— Quer um pouco antes deles chegarem? — ela perguntou, segurando a taça para ele.

Cássio levantou-se devagar, como um predador avaliando o momento certo.

Aproximou-se, pegou a taça da mão dela e deixou os dedos roçarem nos dela de propósito.

Claro que de propósito.

— Eu quero você — ele respondeu, olhando a boca dela enquanto falava.

Brindaram.

Beberam devagar, como se o vinho tivesse outro sabor naquele clima.

Eles conversaram um pouco sobre as luzes, o bolo, se Dorian ia gostar da cor da toalha…

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