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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 292

O apartamento estava iluminado por uma mistura suave de velas e luzes prateadas, criando um clima íntimo que combinava perfeitamente com a noite.

Assim que entrou, Dorian parou por alguns segundos, olhando ao redor como se aquele cenário fosse algo completamente novo em sua vida.

E era.

Ele respirou fundo, quase sem acreditar.

— Isso é totalmente inédito. — murmurou. — Uma festa surpresa. Pra mim.

Malu entregou-lhe uma taça de vinho com o mesmo orgulho de quem entrega uma obra-prima.

— Aproveita bem, porque montar surpresa dá rugas e estresse.

Francine riu e segurou o braço do marido.

— Ele tá em choque, Malu. Total.

— Eu não estou em choque — Dorian rebateu, sério demais para ser verdade.

Cássio passou por eles com uma taça na mão e um sorriso descaradamente provocador.

— Ele tá sim. Olha essa cara de “processando”, igualzinho quando descobriu que gostava da Francine.

Francine revirou os olhos.

Malu soltou uma gargalhada curta.

Dorian ameaçou responder, mas preferiu beber.

Quando Malu avisou que a comida estava pronta, Francine foi a primeira a se jogar na mesa.

Sentou-se quase tropeçando na própria pressa.

— Deus, como eu senti falta disso — ela disse, colocando a primeira garfada na boca com um gemido dramático. — O cozinheiro novo é bom… mas não tem a sua mão, Malu.

Malu sorriu, servindo mais risoto.

— Não exagera, Fran.

— Isso aqui tá com cara de armadilha, Malu — Cássio comentou, servindo-se. — A pessoa chega aqui pra uma festinha e sai com vontade de casar com você.

Malu quase se engasgou.

Cássio deu um sorrisinho de canto, claramente adorando o efeito.

Enquanto isso, Dorian experimentou a primeira garfada com uma atenção quase estudiosa.

Fechou os olhos por um instante.

Quando abriu, a expressão dele era tão sincera quanto inesperada.

— Está excelente.

Malu apenas piscou, vitoriosa.

A noite foi avançando em risos leves, pequenas provocações e conversas que iam desde trabalho até histórias antigas do trabalho que Cassio insistia em revelar para constranger o amigo.

Malu apagou as luzes, acendeu a vela do bolo e trouxe até o centro da sala.

Dorian soprou a vela num silêncio quase reverente, como se pela primeira vez estivesse vivendo algo que sempre desejou mas nunca teve coragem de admitir.

E, pela primeira vez na vida, ele sorriu com o tipo de sorriso que faz os olhos apertarem.

Um sorriso… feliz.

— Agora os presentes — Malu anunciou, voltando à postura de anfitriã.

Cássio entregou primeiro: uma caixa luxuosa, longa, embrulhada no que parecia ser o papel mais caro que existia no planeta.

— Uma lembrancinha — disse ele.

Dorian abriu e encontrou uma caneta Montblanc exclusiva, tão elegante que até combinava com ele.

— Achei apropriado pro homem que fecha contratos como se estivesse assinando capítulos da própria história — Cássio brincou.

Dorian assentiu, abraçando ele.

— Obrigado. De verdade.

Depois veio o presente de Malu, uma caixa retangular de madeira escura com acabamento impecável.

Dorian abriu a caixa e assim que levantou a tampa, encontrou dentro um conjunto de chás japoneses premium, embalados com esmero.

Ele ergueu os olhos, surpreso.

— Gyokuro Imperial? Isso é… especial.

— É o mais nobre que eu achei — Malu explicou. — Não é comum, não é fácil de produzir… e dizem que aquece até as pessoas mais fechadas.

No centro da caixa havia um envelope pequeno.

Dorian abriu.

O bilhete, escrito à mão, dizia apenas:

“Homens de gelo precisam de calor."

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