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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 303

A noite já ia alta quando Cassio, Maya e Bianca deixaram o bar.

Maya cambaleava, rindo alto; Cassio já estava no limite; Bianca mantinha o sorriso controlado de quem tinha um plano.

— Eu vou ser a motorista da rodada, — Bianca decretou. — Alguém tem que ter juízo aqui.

— Pelo menos UM dos três patetas. — Maya completou, gargalhando.

Cassio revirou os olhos e pediu a conta.

Sua cabeça latejava não só pelo álcool, mas pelo peso da conversa com Dorian que voltou a martelar sua mente.

Malu. Ele tinha estragado tudo.

Bianca tocou o braço dele.

— Deixa que eu levo vocês pra casa.

— Eu chamo um motorista — Maya rebateu, já mexendo no celular. — Mas acompanha o Cassio até o apartamento, por favor. Senão ele vai meter a cara no chão no meio do caminho.

Cassio bufou.

— Eu tô ótimo.

Mentira. Mas seguiriam assim de qualquer forma.

O carro chegou ao prédio.

Bianca desceu junto com ele, apoiando seu braço como se eles fossem um casal de longa data e não dois ex que mal deveriam dividir o mesmo ar.

No elevador, ela deu um sorriso torto.

— Sabe… você fica lindo bancando o responsável. Quando foi encontrar com a Maya, eu tive que resistir para não te agarrar.

Ele não respondeu.

Olhou para frente, tentando ignorar o perfume doce dela, que nunca o irritou tanto como agora.

— Você não precisa me acompanhar, eu não preciso de uma babá — Cassio disse, seco.

— Não sou sua babá — ela rebateu, rindo. — Só quero garantir que você não vai tentar abrir o apartamento da vizinha achando que é o seu.

A lembrança bateu nele como um soco.

Malu.

Baby doll.

Champanhe.

O cheiro de baunilha no pescoço dela.

Cassio respirou fundo, como quem afoga a própria memória.

O elevador parou no 24º andar.

Bianca abriu a porta do apartamento com a cópia da chave que a família dela havia feito quando os dois “quase se tornaram oficiais”.

Cassio já não tinha mais forças para se irritar com isso.

Entrou.

Ela tirou o paletó dele com cuidado, deixando-o cair sobre o sofá.

— Melhor assim, — ela murmurou, deslizando as mãos pelos ombros dele, — você sempre foi bonito demais quando está cansado.

Antes que ele percebesse, os dedos de Bianca já desciam pelos botões da camisa, abrindo um, depois outro… até revelar o peito firme dele.

E então ela se aproximou, roçando o nariz no queixo dele, a boca a milímetros da dele.

Cassio segurou a cintura dela automaticamente, no reflexo.

O corpo lembrava o que um dia existiu ali.

Mas o coração…

Não lembrava mais.

Ele a afastou.

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