Entrar Via

Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 304

Malu conseguiu passar quase uma semana inteira sem ver Cassio.

Não que fosse fácil.

Ele mandava mensagens todos os dias.

“Chegou em casa?”

“Posso te ligar?”

“Desculpa mais uma vez.”

“Quando posso te ver?”

Ela lia e respondia com educação calculada:

“Hoje estou fora.”

“Semana cheia.”

“Cansada. Vamos falando.”

E, ironicamente, não era mentira.

Francine praticamente a sequestrou para dentro da mansão naquela semana, alegando que Jonas precisava de “imersão total”.

A verdade é que Francine sabia que Malu não queria ir pra casa. E sabia o motivo. Mas fingia não saber, porque ser amiga também era isso: dar abrigo sem cobrar explicações.

A mansão de Dorian e Francine virou seu esconderijo, seu refúgio e, para sua surpresa, um lugar onde o humor estava voltando a aparecer.

Principalmente por causa de Jonas.

O clima entre eles estava cada vez mais leve.

A cozinha, antes silenciosa e protocolar, agora tinha risadas, comentários, piadas que Malu fazia só para ver o cozinheiro disfarçar um sorriso atrás da colher.

Francine apareceu na porta no momento em que Malu e Jonas estavam… rindo.

Rindo MESMO.

De gargalhar, se segurar na bancada, Jonas batendo a colher na panela como se o riso escapasse pelos braços.

— Se a comida tiver o mesmo tempero dessa conversa, — Francine falou, entrando — vai ser a melhor refeição da minha vida.

Os dois recuaram sutilmente, quase em sincronia.

Malu ergueu as mãos.

— Calma, amiga, ele tava só me contando histórias da Itália. Vamos viajar semana que vem e eu não quero cometer gafes internacionais.

Francine arregalou os olhos para Jonas.

— Itália?

— Sim, signorina. — Jonas respondeu, com um meio sorriso. — Eu cresci lá. Vim pro Brasil com onze anos. Meu pai abriu restaurante no Paraná. Estudei gastronomia depois… a vida andou.

— E você sente falta de lá? — Francine perguntou. — Quero aprender tudo antes de pisar no território de vocês.

Jonas encostou as mãos na bancada, pensativo.

— Sinto falta dos cheiros. Do mar. De algumas comidas que aqui ninguém faz igual.

Foi o suficiente para a conversa engrenar de vez.

Francine se divertia vendo os dois, porque Jonas não parecia mais o homem sisudo dos primeiros dias.

Ele estava… leve. Solto. Quase simpático.

— Ah, e meu nome verdadeiro é Giona.

— Mentira! — Malu gargalhou. — Giona? Com G??

— Sim, mas ninguém aqui pronuncia certo. Virou Jonas. Mais prático.

Francine riu tanto que acabou encostando na geladeira para recuperar o fôlego.

Quando o cheiro do almoço começou a tomar a cozinha, ela puxou Malu discretamente para fora.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras