O beijo aconteceu como se eles tivessem aguardado uma vida inteira por aquilo.
Assim que Cassio puxou Malu pela cintura, ela sentiu o corpo inteiro afrouxar, como se finalmente estivesse voltando para o lugar certo.
As mãos dela subiram pelo peito dele, quentes, decididas, até descansarem na nuca firme que ela queria tanto puxar para mais perto.
Cassio virou o corpo dela com um movimento suave, mas seguro, pressionando-a levemente contra a mesa onde o buquê descansava.
Ele afastou o rosto só o suficiente para enxergar melhor.
Para tocar.
Para memorizar.
Os dedos deslizaram pelo cabelo dela, devagar, ajeitando uma mecha que caía sobre o rosto.
— Eu estava contando os minutos pra te beijar de novo — confessou, a voz grave arranhando o ar entre eles.
— Então você contou muito, né? — ela provocou, respirando rápido. — Três semanas…
— Mais de trinta mil minutos. — ele corrigiu, sem desviar o olhar. — É tempo demais sem você.
— Você é louco.
— Você que me deixa assim. — Ele murmurou contra a boca dela, antes de puxá-la novamente contra si, dessa vez com toda a fome que ele vinha escondendo.
O celular vibrou na mesa.
Ela virou o rosto por reflexo, mas Cassio segurou a mão dela antes que tocasse no aparelho.
A boca dele encostou na orelha dela, quente, rouca, um arrepio perfeito.
— Hoje não.
Um segundo beijo.
— Sem interrupções.
Malu riu entre um suspiro e outro.
— Sem interrupções?
— Sem interrupções. — ele repetiu, com um sorriso que a fez estremecer.
Ela caminhou até o interfone, tirou o aparelho do gancho e deixou pendurado de propósito.
Quando se virou, Cassio estava sorrindo daquele jeito que dizia tudo que ele não ousava dizer em voz alta.
Ele veio na direção dela como um predador.
Sem pressa.
Sem dúvida.

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