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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 307

O beijo aconteceu como se eles tivessem aguardado uma vida inteira por aquilo.

Assim que Cassio puxou Malu pela cintura, ela sentiu o corpo inteiro afrouxar, como se finalmente estivesse voltando para o lugar certo.

As mãos dela subiram pelo peito dele, quentes, decididas, até descansarem na nuca firme que ela queria tanto puxar para mais perto.

Cassio virou o corpo dela com um movimento suave, mas seguro, pressionando-a levemente contra a mesa onde o buquê descansava.

Ele afastou o rosto só o suficiente para enxergar melhor.

Para tocar.

Para memorizar.

Os dedos deslizaram pelo cabelo dela, devagar, ajeitando uma mecha que caía sobre o rosto.

— Eu estava contando os minutos pra te beijar de novo — confessou, a voz grave arranhando o ar entre eles.

— Então você contou muito, né? — ela provocou, respirando rápido. — Três semanas…

— Mais de trinta mil minutos. — ele corrigiu, sem desviar o olhar. — É tempo demais sem você.

— Você é louco.

— Você que me deixa assim. — Ele murmurou contra a boca dela, antes de puxá-la novamente contra si, dessa vez com toda a fome que ele vinha escondendo.

O celular vibrou na mesa.

Ela virou o rosto por reflexo, mas Cassio segurou a mão dela antes que tocasse no aparelho.

A boca dele encostou na orelha dela, quente, rouca, um arrepio perfeito.

— Hoje não.

Um segundo beijo.

— Sem interrupções.

Malu riu entre um suspiro e outro.

— Sem interrupções?

— Sem interrupções. — ele repetiu, com um sorriso que a fez estremecer.

Ela caminhou até o interfone, tirou o aparelho do gancho e deixou pendurado de propósito.

Quando se virou, Cassio estava sorrindo daquele jeito que dizia tudo que ele não ousava dizer em voz alta.

Ele veio na direção dela como um predador.

Sem pressa.

Sem dúvida.

A blusa dela, uma peça traspassada amarrada atrás, virou território dele.

Enquanto a boca marcava cada centímetro do pescoço e clavícula, os dedos dele encontraram o nó da blusa e desfizeram com uma facilidade irritante.

Cada arqueada do corpo dela parecia incendiar o dele.

Quando Cassio terminou de desamarrar, Malu afastou o rosto dele, apenas o suficiente para tirar a blusa com calma, quase provocação.

E quando ela jogou a peça de lado, revelando que não usava sutiã, os olhos de Cassio brilharam com um misto de surpresa e devoção.

— Obrigada. — ela disse num sussurro travesso. — Não aguentava mais essa blusa me apertando.

Cassio caiu para trás na cama, passando as mãos pelo rosto e cabelo, rindo com uma naturalidade tão genuína que deixou Malu sem reação por um instante.

— O que foi? — ela perguntou, descendo devagar até ele.

— Eu já tinha visto o paraíso em Paris… — ele sorriu, puxando-a pela cintura, trazendo-a para cima dele. — …mas agora eu posso tocar.

Ela beijou a boca dele, primeiro devagar, depois do jeito que vinha guardando havia semanas, e sussurrou contra os lábios dele:

— Não. — corrigiu, sorrindo. — Agora você pode fazer o que quiser.

E ele fez.

Exatamente tudo que ambos estavam querendo há dias, mas orgulhosos demais para admitir.

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