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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 310

O almoço na casa dos Diniz tinha tudo para ser um campo minado e Cassio levantou sabendo disso.

Acordou antes do despertador, com uma leve dor de cabeça que não tinha nada a ver com álcool, e sim com a ansiedade de enfrentar um passado que ele vinha empurrando há anos.

Ele ficou alguns segundos sentado na beira da cama, esfregando o rosto.

O almoço.

Walter. Bianca. Maya.

E, no meio de tudo isso, a conversa que ele precisava ter… e que seria pior adiar.

Ainda assim, havia uma pontinha de esperança: aquela mesa seria a chance perfeita de colocar limites definitivos, de deixar claro que a dívida de gratidão já estava paga e que o capítulo “Família Diniz” precisava ficar, finalmente, no passado.

Tomou um banho rápido, jogou água no rosto, penteou o cabelo para trás com as mãos e encarou o próprio reflexo como quem se prepara para uma batalha.

A verdade é que ele queria estar em outro lugar.

Queria estar com Malu.

Queria estar com ela, deitado na cama dela, ouvindo ela reclamar do elevador, do calor, da vida, qualquer coisa que não envolvesse Bianca, Walter ou “o que é melhor para as duas famílias”.

Mas responsabilidades vinham antes da liberdade.

Cassio sentou à mesa para tomar um café simples e amargo.

A cada gole, ele ensaiava mentalmente como iria dizer que estava namorando outra pessoa.

Não seria fácil. Nenhum dos Diniz reagiria bem.

Mas ele precisava disso.

Precisava cortar o fio emocional que Bianca ainda achava que existia entre os dois.

O celular vibrou.

Notificação do seu pai, Dante.

“Não esqueça o almoço. Walter está contando com sua presença.”

Cassio fechou os olhos por um segundo, respirou fundo e respondeu apenas:

“Vou.”

Direto. Rápido. Indolor.

A segunda notificação do celular fez algo dentro dele amolecer.

Era Malu.

“Almoça comigo hoje? Pensei em fazer filé alto ao molho de manteiga e alecrim com fettuccine fresco.”

O sorriso que surgiu no rosto dele foi automático, e desapareceu tão rápido quanto veio, substituído por um resmungo frustrado.

Ele digitou:

“Não vou conseguir. Tenho um compromisso agora meio-dia. Mas hoje à noite eu te levo pra jantar. Prometo compensar cada minuto.”

O dedo pairou sobre o botão de enviar por alguns segundos.

Ele leu a mensagem de novo, certificando-se de que não parecia distante demais.

Ou culpado demais.

Enviou.

E foi como se tivesse dado um nó no próprio estômago.

Cassio se vestiu com uma camisa polo branca, calça chino cáqui, um tenis branco no pé e um relógio discreto no punho, o suficiente para um visual despojado, confortável, neutro.

De repente, dois braços envolveram o torso de Cassio por trás.

As mãos eram familiares.

O perfume, também.

Bianca.

— Que bom que você veio — ela disse, doce demais para ser sincera. — Eu sabia que meu pai ia te convencer.

Cassio manteve a postura firme. Apenas sorriu sem mostrar os dentes.

Ela passou na frente dele, e era impossível não notar o biquíni minúsculo, quase inexistente.

— Tomara que tenha tempo pra um banho de piscina. Tá perfeito hoje. — ela disse, passando devagar para que ele visse… tudo.

— Só o almoço para mim já está ótimo, Bianca. — Cassio respondeu com educação seca.

Ela fez um biquinho ensaiado e mergulhou, espirrando água em cima de Maya, deitada na espreguiçadeira.

Maya levantou os óculos e, ao ver Cassio, acenou animada como uma criança hiperativa.

Cassio devolveu o aceno… o mais contido possível.

Walter se aproximou, entregando um copo com alguma bebida gelada e forte.

— Aqui, filho. Pra relaxar. O almoço já sai. Aí a gente conversa de negócios.

Cassio aceitou o copo, mas só encostou no lábio.

E pensou:

"Espero que seja realmente só negócios."

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