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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 312

A sobremesa chegou, mas ninguém parecia realmente com vontade de comer.

Walter mexia a colher no creme de limão com a expressão distante, o maxilar travado de desapontamento.

Quando finalmente ergueu os olhos para Cassio, não havia raiva explícita… apenas uma decepção quieta, pesada.

— Cassio — começou, num tom polido, quase diplomático demais — eu respeito sua escolha. Mas… não vou mentir. Estou decepcionado.

Cassio manteve a postura, mesmo sentindo o peso deslizar até os ombros.

— Eu sabia que você ficaria — respondeu, firme, porém educado. — Por isso não quis falar antes de ter certeza do que eu queria.

Walter assentiu devagar.

— Você sempre foi como um filho pra nós. Esperávamos que fizesse parte da família de maneira definitiva, mas… cada um sabe do seu caminho.

Cassio respirou fundo.

Ele precisava terminar o que tinha começado, por mais desconfortável que fosse.

— Walter… — disse, endireitando-se na cadeira. — Você me ofereceu uma chance quando ninguém sabia quem eu era. Indicou meu nome para o Dorian quando ele precisava de alguém de confiança no setor financeiro. Eu nunca esqueci isso. E sou grato. Muito.

Houve um breve brilho nos olhos de Walter, de orgulho misturado com mágoa.

Cassio continuou:

— E é exatamente por essa gratidão que eu estou sendo transparente. Hoje, com o que conversamos sobre a empresa, com as informações que eu dei e que só um vice-presidente poderia explicar… — ele endireitou os ombros — considero que a dívida está paga.

Um silêncio frio cortou a mesa.

Walter assentiu devagar, com o queixo rígido.

— Entendo. — disse ele.

Não era verdade. Mas era o máximo que ofereceria ali.

Bianca desviou o rosto, tentando esconder a raiva que lhe queimava o estômago.

Cassio levantou-se pouco depois, alegando que precisava ir e foi precisamente nesse momento que Maya apareceu, quase tropeçando de propósito na própria pressa.

— Eu posso saber por que DIABOS você não me contou que estava namorando? — ela explodiu, indignada. — Sabe quantas horas da minha vida eu perdi tentando juntar você e a Bianca?!

Cassio ergueu uma sobrancelha.

— Quem mandou você se meter?

— Você não poderia ter dado um aviso? Uma bandeirinha? Um sinalzinho?!

— Maya… — Cassio suspirou. — O namoro é recente. Muito recente. Eu ia contar quando tivesse algo sólido. De qualquer forma, agora todo mundo sabe.

— Mas quem é? — Maya insistiu, aproximando-se como repórter curiosa. — Onde mora? Onde se conheceram? Ela é bonita? Ela trabalha com o quê? Já conheceu nossos pais? Vocês estão juntos há quanto temp—

Os olhos de Bianca brilharam como quem vê uma oportunidade.

— Recente…? — repetiu, com um sorriso que não era nada simpático. — Então ainda dá tempo.

Maya virou de lado, animada demais.

— Exatamente o que eu pensei — ela respondeu — Tipo… não é como se fosse um noivado. Ou sei lá, uma coisa séria.

— E ele não disse quem é?

— Não. Ele tá cheio de mistério. Disse que um dia vai apresentar. Mas, amiga… — Maya inclinou-se, sorriso malicioso — se ele não apresentou ainda, é porque ainda não é definitiva. Nada que não possa ser… revertido.

Bianca sorriu, aquele sorriso doce que nunca chegava aos olhos.

— Ele ainda não percebeu, Maya… — Ela cruzou as pernas devagar. — …mas eu não vou perder tão fácil o que é meu.

Maya riu cúmplice, batendo a mão na da amiga como duas vilãs de novela que acabaram de traçar o início perfeito para uma armadilha.

— Então vamos pensar em alguma coisa?

Bianca inclinou a cabeça, o olhar afiado como lâmina.

— Vamos. Porque se ele acha que terminou comigo… — Ela levantou o queixo, confiante. — …é porque ainda não viu o que eu sou capaz de fazer pra ter Cassio Bachinni de volta.

E ali, entre uma espreguiçadeira ensolarada e uma sobremesa intocada, a conspiração começou.

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