O elevador subia devagar, iluminado por aquela luz suave que deixava tudo mais íntimo do que precisava ser.
Malu mantinha os olhos no painel, tentando não parecer tão nervosa, e falhando miseravelmente.
Cassio, atrás dela, se apoiou na parede de aço polido e a puxou pela cintura, encaixando o corpo dela contra o seu como se completassem o mesmo molde.
As mãos dele entrelaçaram nas dela com firmeza, como se selasse ali, silenciosamente, um pacto.
Um pacto de “nós dois agora”.
Quando as portas se abriram, Cassio manteve uma das mãos na dela e a guiou pelo corredor iluminado de modo suave, até girar a chave e empurrar a porta da cobertura.
— Entra — ele disse, com um sorriso que deixava claro que estava orgulhoso de mostrar aquele espaço a ela.
Malu deu dois passos e ficou… parada.
A respiração suspensa. Os olhos varrendo cada canto.
O apartamento era… um universo particular.
A luz indireta desenhava o ambiente como se fosse uma cena de filme: perfis de madeira quente na parede, mobiliário preto elegante, superfícies de pedra escura que refletiam apenas o suficiente para parecerem caras, e eram.
O pé-direito alto deixava tudo mais imponente.
À esquerda, um bar completo ocupava quase toda a extensão de uma parede, com garrafas importadas expostas como obras de arte.
À direita, a sala se abria em direção a uma parede inteira de vidro, revelando a vista absurda da cidade, com prédios cintilando como se imitassem estrelas.
E então ela viu a varanda.
A piscina iluminada em azul profundo ocupava o centro, cercada por um deck gigantesco de madeira e algumas plantas estrategicamente posicionadas.
Sofás externos, mesa alta, cadeiras moderníssimas… tudo com aquela assinatura Cassio de riqueza despretensiosa, mas que não deixava dúvidas de que custava caro.
Malu piscou devagar, tentando assimilar.
— Posso tirar os sapatos? — perguntou, quase num sussurro reverente.
Cassio riu.
— Pode tirar tudo, se quiser.
Ele caminhou até o bar, abrindo uma garrafa de vinho sem nem olhar para o rótulo, como quem fazia aquilo há anos.
Ela se sentou no balcão, cruzou as pernas, aceitou a taça e girou o vinho, observando o reflexo da cidade no líquido escuro.
Seus olhos percorreram a academia particular parcialmente escondida atrás de um painel de vidro, a televisão enorme que parecia mais cara que seu apartamento inteiro, e a organização impecável, quase militar.
— Se eu soubesse que você tinha uma piscina privativa… teria trazido roupa. — ela provocou.
Cassio se aproximou devagar, com a calma de quem tem absoluto controle da própria fome, e da dela.
Passou a mão pela cintura de Malu, puxando-a mais perto, com suavidade e firmeza milimetricamente equilibradas.
— Quem disse que precisa de roupa?
O olhar dele já revelava para onde a noite estava indo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras