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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 316

Malu estava apoiada na bancada da cozinha, ainda de pijama, tomando café sem pressa.

A manhã entrava preguiçosa pela janela, iluminando o apartamento com aquela luz clara que costumava deixá-la de bom humor.

No celular, ela rolava o feed distraída, curtindo fotos que não via de verdade, quando a notificação apareceu no topo da tela.

Cassio.

Ela abriu a mensagem.

“Você tem algum analgésico aí? Esqueci de comprar e tô com dor de cabeça. Se puder deixar no apê, a porta vai ficar aberta enquanto eu tomo banho.”

Ela leu uma vez. Depois outra.

— Ah, então agora você aparece… — resmungou, levando a caneca à boca.

A noite inteira sem notícias.

Nenhuma mensagem. Nenhum “cheguei”, nenhum “tô vivo”, nada.

E agora aquilo.

Ela apoiou o celular na bancada e ficou alguns segundos olhando para o nada.

Parte dela queria responder atravessado. Outra parte queria perguntar se estava tudo bem.

Mas o tom da mensagem era tão… normal, tão cotidiano, que desarmava qualquer indignação maior.

— Bonito, Cássio. — resmungou. — Some a noite toda e reaparece assim, como se nada tivesse acontecido.

Mesmo contrariada, ela se levantou e foi até o quarto trocar de roupa.

Depois abriu o armário, pegou o analgésico e colocou no bolso.

Por fim, calçou uma rasteira, passou a mão no cabelo só para ajeitar o básico e saiu.

Parte dela queria não ir.

Outra parte pensou que talvez ele estivesse realmente mal, talvez tivesse sido uma noite difícil, talvez precisasse dela.

O elevador subiu rápido demais para o ritmo do estômago dela, que começava a se contrair com uma ansiedade estranha, daquelas que não têm nome, só aviso.

Quando a porta do elevador se abriu no andar dele, Malu respirou fundo e seguiu pelo corredor até a cobertura.

A porta estava destrancada, exatamente como a mensagem dizia.

Ela entrou.

— Cássio? — chamou.

O apartamento estava silencioso. Nenhum som de água, nenhum movimento.

Deu mais alguns passos na intenção de colocar o remédio sobre a mesa.

Foi então que ouviu o barulho da porta do quarto se abrindo.

O coração dela acelerou, e por um segundo ela sorriu, esperando vê-lo aparecer, talvez só de toalha, talvez com aquele sorriso torto de quem sabia que tinha aprontado.

Mas não era Cássio.

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