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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 318

Cássio chegou em casa carregando no corpo o peso de uma noite inteira que parecia ter durado dias.

Os ombros estavam tensos, a cabeça latejava, e o cansaço não vinha só da noite mal dormida, vinha da culpa, da preocupação e da irritação por ter sido arrastado para mais um caos provocado por Maya.

Assim que fechou a porta do apartamento, largou as chaves sobre o aparador e puxou o celular do bolso.

Abriu a conversa com Malu.

Os dedos pairaram sobre a tela por alguns segundos antes de digitar.

“Amor, virei a noite no hospital com a Maya. Foi um susto, mas tá tudo bem agora. Quando eu sair do trabalho passo ai e te explico melhor. Me liga quando acordar.”

Enviou.

Não ficou esperando resposta.

Colocou o celular sobre a bancada da cozinha e seguiu direto para o banho, tentando lavar não só o corpo, mas aquela sensação estranha de que algo estava fora do lugar.

A água quente escorreu pelas costas, levando embora o cheiro de hospital, mas não conseguiu levar a sensação incômoda no peito.

Ele apoiou as mãos na parede do box, fechou os olhos e respirou fundo.

— Que inferno… — murmurou.

Pensou em Malu. No sorriso dela na noite anterior. No jeito como ela tinha se aninhado nele no sofá. Na tranquilidade que sentia ao lado dela, tão diferente do caos constante que sua família parecia arrastar.

Saiu do banho decidido a compensar tudo naquele mesmo dia.

Vestiu-se rápido, tomou um café quase automático e saiu para o escritório.

No caminho, checou o celular.

Nenhuma notificação.

Estranhou, mas não se alarmou de imediato. Malu às vezes dormia até mais tarde, principalmente quando tinha passado a noite acordada.

Chegou ao escritório, cumprimentou a equipe com o bom humor de sempre, o mesmo que tinha voltado nos últimos dias depois de semanas apagado, e entrou na própria sala.

Foi só então, ao sentar na cadeira e abrir o celular com mais atenção, que algo não encaixou.

A conversa com Malu estava diferente.

A foto de perfil tinha sumido.

O visto da mensagem não aparecia. Nem tinha sido entregue.

Ele franziu a testa.

Tentou ligar.

Caiu direto na caixa postal.

— Estranho… — murmurou, passando a mão pelo rosto.

Tentou de novo.

Caixa postal.

O incômodo cresceu, rasteiro, subindo pelo peito como um alerta que ele não queria ouvir.

Durante o dia, tentou se concentrar no trabalho, mas a mente voltava sempre para o celular virado sobre a mesa. A cada reunião, a cada planilha, a cada e-mail, ele checava de novo.

Nada.

No fim da tarde, a inquietação já tinha virado ansiedade.

Assim que saiu do escritório, foi direto para o apartamento de Malu.

Subiu os andares com o coração acelerado, ensaiando mentalmente o que diria quando ela abrisse a porta. Já tinha até o tom de voz pronto, calmo, explicativo, quase carinhoso.

Tocou a campainha.

Nada.

Tocou de novo.

— Malu? — chamou, encostando a testa na porta. — Sou eu.

Silêncio.

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