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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 319

Na manhã seguinte, Cássio acordou com a frase de Dorian ecoando na cabeça como um aviso que chegava tarde demais.

"E se você não quiser perder a Malu de vez, vai ter que provar que realmente não fez nada."

Ele se levantou rápido demais, como se ficar na cama fosse um risco.

Vestiu-se quase no automático e saiu do apartamento antes mesmo de terminar o café.

Não tinha um plano claro, só uma urgência incômoda, aquela sensação de que algo estava escapando por entre os dedos.

Não havia briga, não havia discussão, não havia porta batida. Só… silêncio.

Desceu até a portaria do prédio, ainda acreditando, no fundo, que aquilo tudo era só um desencontro bobo.

— Bom dia — cumprimentou o porteiro, apoiando o antebraço no balcão. — Você tem visto a Malu por aqui?

O homem franziu a testa, pensativo.

— A moça do 302?

— Isso.

— Olha… não hoje. — Ele fez uma pausa curta. — Na verdade, a última vez que a vi foi antes de ontem de manhã, bem cedo.

O coração de Cássio deu um pequeno salto.

— E… normal?

O porteiro hesitou um segundo antes de responder.

— Pra ser sincero, não muito. Ela saiu com uma mochila nas costas… pequena, mas parecia pesada. E tava com uma cara bem abatida. Cumprimentou rápido e foi embora.

Cássio sentiu o estômago apertar.

Antes de ontem de manhã. O mesmo dia em que ele tinha chegado do hospital, exausto, sem entender por que Malu não atendia o telefone.

— Ela comentou pra onde ia? — perguntou, já sabendo a resposta.

— Não, senhor. Só saiu.

Cássio agradeceu e se afastou devagar, como se qualquer movimento brusco pudesse piorar aquela sensação estranha no peito.

Não era só silêncio.

Era ausência.

Subiu de volta, entrou no próprio apartamento, largou a chave sobre a mesa e ficou alguns segundos parado, olhando para a parede, tentando organizar os pensamentos.

"Ela saiu decidida."

Essa foi a primeira vez que a ideia tomou forma.

Não parecia um passeio. Não parecia birra. Não parecia alguém esperando um pedido de desculpas.

Ainda assim, ele precisava de mais.

No caminho para o trabalho, tomou uma decisão própria. Talvez se conseguisse as imagens das cameras de segurança, poderia ter uma pista do que tinha acontecido.

Assim que voltou do trabalho e chegou ao prédio, em vez de subir direto, foi até a sala do síndico.

Conhecia o homem havia anos. Jogavam xadrez juntos às quintas-feiras, conversavam sobre política, economia, trivialidades. Havia, se não amizade, pelo menos intimidade suficiente para tentar.

— Preciso te pedir um favor — disse, fechando a porta atrás de si.

O síndico ergueu os olhos dos papéis.

— Diga.

— As imagens das câmeras de dois dias atrás. Principalmente do corredor do 302.

O homem suspirou, já prevendo o problema.

— Cássio, você sabe que não funciona assim.

— Eu sei, eu sei… — Ele respirou fundo. — Mas é importante. Muito.

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